Em Defesa das Mulheres

Vimos semana passada mais uma mulher ser surrada no MMA por um homem que se diz mulher!

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Em Defesa das Mulheres

Por Marcelo Dom - 20/09/2021

Vimos semana passada mais uma mulher ser surrada no MMA por um homem que se diz mulher! Já vimos isso em 2014 quando um “homem biológico” causou uma concussão e fraturou o osso orbital do crânio de Tamika Brents, uma lutadora de MMA mulher. Após a luta, Tamika relatou: “Tenho lutado com muitas mulheres e nunca senti a força que senti numa luta como aquela noite.” Homens que “se identificam como mulheres” tem começado a tomar espaços, anteriormente exclusivos de quem realmente é uma mulher, eles já estão no rugby, no basquete, no vôlei e também no MMA! Mulheres de verdade têm se manifestado contra à participação destes atletas, já que estes, tiveram anos de vantagem fisiológica na construção de seu sistema muscular, esquelético e respiratório. A grande Ana Paula Henkel do vôlei tem sido voz destas mulheres que vêem perigo na competição entre mulheres biológicas e homens que se identificam como mulheres: “O ponto perigoso é que essa inclusão, por mais floreada que coloque nessa palavra, no esporte essa inclusão significa exclusão de mulheres. Incluir atleta trans no esporte feminino, que para o esporte são homens biológicos? A vida tem limites. Eu acho que não existe campo mais inclusivo que esporte. Não olha raça, posição política, religião, nem nada disso...Esporte é baseado em homens em mulheres e países competindo entre si. Em momento algum atletas trans estão sendo excluídas do ambiente esportivo. São muito bem vindas como técnicas, psicólogas, estatísticas.”

Os casos tem se espalhado pelo mundo com a permissão do COI em 2015, que mesmo não tendo força de lei e que pode ou não ser seguido pelas diversas associações, levou a aceitação destes atletas em diversos países levando a perda de espaço realmente feminino nos esportes por conta da perda de condições de igualdade nas competições, já que poucas coisas são exigidas dos homens que se sentem mulheres: redução no nível de testosterona por no mínimo 1 ano apenas, e a uma taxa média de 4 a 5 vezes mais testosterona , já que é exigido um máximo de 10nmol/litro de sangue, enquanto uma mulher de verdade tem a taxa entre 2 e 3 nanomol por litro de sangue. O que se vê na prática é que homens que eram esportistas medíocres, têm se tornado campeões quando “se descobrem” mulheres. Isso levou um grupo de americanas a criar o SWS, sigla para o nome em inglês Save Women's Sports (Salve os Esportes Femininos - https://savewomenssports.com/ ), surgiu nos EUA no começo de 2019 e em um ano de atuação já tem representantes em mais de 30 países. O movimento é formado por mulheres e homens pesquisadores em fisiologia humana, médicos do esporte, advogados que atuam na justiça desportiva, técnicos e ex-atletas.

Pensando nisso, em Sorocaba o Vereador Vinícius Aith, seguiu o exemplo dado por Carlos Bolsonaro no Rio de Janeiro e protocolou uma PL que impede que atletas trans possam participar de competições destinadas a atletas do sexo biológico oposto ao de seu nascimento, visando garantir não só a segurança física das atletas mulheres, como também garantir seu espaço nas competições a elas destinadas! O projeto prevê multa de R$ 50 mil e revogação da licença do torneio para quem desrespeitar a regra. São dois homens, ligados ao Bolsonaro, considerado pelas feministas como machista, sexista e misógino, que estão defendendo a integridade física e o direito das mulheres atletas. Enquanto isso, do lado da esquerda, das feministas, líderes, vereadoras, deputadas e afins, o que se vê é a constante defesa de homens que “se sentem” mulheres para ocupar seus lugares. Vamos ver como vão reagir e votar: a favor das mulheres ou das “mulheres”! Que esses projetos de lei tomem espaço em mais câmaras, prefeituras, assembleias legislativas para que assim, realmente possamos defender as mulheres!


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