Nossos ídolos ainda são os mesmos?

A ingenuidade pode ser considerada a qualidade daquele que não pratica o mal, não considera o mal, não tem malícia e age com inocência.

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Nossos ídolos ainda são os mesmos?

Por Marcelo Dom - 06/07/2021

A ingenuidade pode ser considerada a qualidade daquele que não pratica o mal, não considera o mal, não tem malícia e age com inocência. Sempre que queremos falar sobre ingenuidade, a figura que pensamos ou utilizamos é de uma criança e temos pra nós que quanto mais nova, mais ingênua ela será.

Crianças não tem maldade dentro de si, acreditam em qualquer um que lhe sorri e é por isso que os pais precisam ensinar um pouco da “maldade” do mundo para que elas entendam que nem todo mundo é bonzinho, nem todo sorriso é sincero, nem todo aquele que diz estar do seu lado apoiando realmente estará. A ingenuidade se vai com a maturidade e o discernimento dando lugar a uma clareza de nem tudo é o que parece. 

Com o tempo a criança entende que precisa acreditar sempre na sua referência e não em pessoas aleatórias, por mais legais que aparentem ser, e entende também que precisa acreditar mais nessa referência do que em si mesma e negar sua percepção e até mesmo a sua crença para tirar dali a resposta entre confiar ou não confiar. Um exemplo é o de confiar nos seus pais que lhe disseram para que não aceite doces de estranhos, mesmo que isso lhe pareça vantajoso e positivo.

Em 2018 estávamos como crianças ao olhar os candidatos de direita que nos ofereciam doces diversos e se diziam os maiores apoiadores do então candidato Jair Bolsonaro. Cada candidato a deputado, a senador, a governador era mais apoiador do Presidente do que os outros. Todos tinham sua foto ao lado do presidente pra dizer: vote em mim, eu sou super de direita, super conservador, super Bolsonarista e talvez o que nos faltou foi olhar para o próprio Jair, a referência e entender seus sinais, ou a falta destes sinais.

Foi assim que elegemos Joice, que tão logo foi eleita se aliou a Dória, se colocou até como mais filha do presidente do que os próprios filhos. E exatamente por eles começou os ataques, até que mirou no presidente, conspirou com Moro contra Jair e hoje faz tudo que pode contra o governo. Foi assim que elegemos Frota, o ator de filme pornô que por não conseguir um carguinho, se revoltou, deu pra trás e, apesar de se eleger como bolsonarista, anti-esquerda, hoje está no PSDB.  Foi dessa ideia que “BolsoDória” se aproveitou pra garantir sua vaga contra o também esquerdista Márcio França. Moro foi enaltecido e levantado como herói pra logo depois deixar o ego inflar e também atentar contra o presidente. Hoje, um deputado estadual ataca Eduardo Bolsonaro por não ter tido apoio ao seu grupo em 2020, tal qual Joice começou e também foi eleito usando camiseta com rosto de Bolsonaro e o chamando de Mito. Mais recentemente vimos o deputado Luis Miranda, que também se dizia aguerrido apoiador de Bolsonaro que resolveu atacar de forma estúpida e impensada apenas para conseguir notoriedade, já que como deputado é medíocre.

Depois de quase 4 anos, apesar de aprendermos bastante nesse tempo, parece que a direita ainda está um pouco ingênua. Novamente aparecem diversos “bolsonaristas de verdade”, pessoas que enchem a boca pra falar do presidente, colocando-o em um pedestal e arrastando diversos apoiadores honestos pro seu lado, mas não vemos por parte do presidente ou de seus filhos nenhuma reciprocidade. Alguns com passado muito duvidoso, mas que de uma hora pra outra colocaram o Brasil acima de tudo e Deus acima de todos tem ganhado a admiração e simpatia de conservadores verdadeiros e honestos, mas que esquecem de usar um pouco o cetismo e analisar com mais frieza esses pré-candidatos a alguma coisa que usam bolsonaro. Na ingenuidade pensamos ter dado ao presidente um congresso que fosse ao menos aceitável, mas descobrimos que colocamos, em grande parte, traíras e aproveitadores, restando poucos que permaneceram fieis. Olhemos para a referência: o que Bolsonaro e seus filhos tem dado de sinais? Quem são aqueles que não surgiram do nada? 2018 foi o começo e 2022 precisa ser uma evolução e não podemos mais errar da mesma forma. Precisamos deixar a ingenuidade de lado, desconfiar mais e usar mais do discernimento e clareza. Unir a direita não quer dizer unir qualquer um que se diga de direita, mas significa unir os verdadeiramente da direita e filtrar os aproveitadores e usurpadores. Bolsonaro é nossa referência política, devemos nos atentar a ele. Brasil acima de tudo e Deus acima de todos.


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