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Ucrânia, uma breve análise

Com a dissolução da União Soviética, várias regiões que eram ligadas umbilicalmente à Russia por sua cultura, religião e língua se tornaram independentes.  Um artigo de Percy Castanho Jr.

Divulgação

Ucrânia, uma breve análise

Por Maria Eduarda - 28/02/2022

Eu não ia dar minha opinião no caso da Ucrânia, pois parece que já existe opinião formada sobre tudo. Mas resolvi falar. Imagine que você mora numa casa geminada. E tem dois vizinhos com quem não se dá, um de cada lado. Um belo dia vê chegarem metralhadoras na casa deles. Várias. E eles as montam sobre os muros, apontando diretamente pra sua casa. Você pergunta: “O que é isso?” “Não se preocupe, são apenas medidas defensivas para o caso de você mexer conosco…”

Você iria gostar?

Mal comparando, é o que acontece por lá. Com a dissolução da União Soviética, várias regiões que eram ligadas umbilicalmente à Russia por sua cultura, religião e língua se tornaram independentes. A Ucrânia, o segundo País mais extenso da “Europa”, maior do que a Alemanha, e que tem uma extensa fronteira com a Rússia, após a dissolução da União Soviética, da qual fazia parte, assinou um tratado pelo qual se comprometia a jamais ingressar na OTAN. O motivo era evitar que o novo vizinho, Ucrânia, colocasse metralhadoras no muro, isto é, recebesse pesado armamento e ajuda militar de toda a Europa e, principalmente dos Estados Unidos, a pretexto de se defender em caso de ataque.

Pois bem, o novo Presidente da Ucrânia, um humorista sem qualquer experiência política, achou que ia ficar bem na fita se quebrasse o acordo e apontasse as metralhadoras para a Rússia, ou seja, entrasse para a OTAN. A Rússia, como era de se esperar, e como no caso de você versus seus vizinhos, não gostou nem um pouco dessa atitude.

Bom, agora vem a segunda parte da história, ou seja, qual a sua reação diante da atitude de seus vizinhos? No meu entender você teria três opções: aceitar passivamente, reclamar às autoridades competentes ou invadir a casa deles e quebrar todo o armamento, uma vez que no momento você é o mais forte.

Na verdade eu não sei o que faria. Como Putin é meio doido, optou pela terceira via (nada a ver com Dória ou Sergio Moro, pessoal): invadiu a Ucrânia, ajudou algumas regiões claramente a favor da Rússia a se declararem independentes e colocou suas condições para um cessar fogo: “substituam o presidente traidor.”

Como se pode ver, não há santos nessa história. A geopolítica da região envolve interesses financeiros, mágoas históricas, diferenças culturais, ideologia e apego ao Poder.

Com meus parcos conhecimentos do que se passa na realidade, não tenho elementos para formar um Juízo de valor. O que gostaria, na verdade, é que não houvesse guerra ou, já que começou, que acabasse o mais rápido possível, pois quem sofre mais com ela normalmente não sabe nem o que está acontecendo. Só quer mesmo manter sua casa, sua família e seu emprego. Por isso, espero que o bom senso volte a imperar nessas cabeças tresloucadas e esse inferno termine logo.

Percy Castanho Jr.


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