A politização da morte

Um dos riscos de quando se politiza a morte de alguém, é que fica impossível prever a reação das pessoas diante da dor; talvez uma palavra errada acabe machucando ou ofendendo os mais próximos: a morte veste saia justa.

Cabalau

A politização da morte

Por Raquel Brugnera - 13/07/2021

Um dos riscos de quando se politiza a morte de alguém, é que fica impossível prever a reação das pessoas diante da dor; talvez uma palavra errada acabe machucando ou ofendendo os mais próximos: a morte veste saia justa.

Veja o caso da morte do ator Paulo Gustavo, ele virou uma bandeira política dos que acusam o Presidente da República de genocida. Virou nome de lei que tenta injetar dinheiro nos colegas artistas e também virou referência de que o atual governo errou ao conduzir a pandemia.

Mas aí, vem o tempo e muda tudo...

Olhem lá! É um pássaro? Um avião? Não...

É a máscara da colega e atriz Mônica Martelli que até ontem reclamava da aglomeração homicida do governo, mas que acabou sendo flagrada em uma festa da atriz Marina Ruy Barbosa (considerada e cancelada por ser bolsominion).

Monica foi às ruas com máscara e com cartazes do amigo Paulo Gustavo que, segundo ela, foi morto por Jair Bolsonaro. Mas ela também foi à festa, sem máscara, porque ninguém é de ferro e, "sabe comé, né..."

Bem, ela pediu desculpas e disse que errou ao ter aglomerado, sem máscara, numa festinha de globais em plena pandemia.

Certo dona Mônica, cinco pessoas saíram das UTIs depois do seu milagroso pedido de desculpas.

Ahhh, e a cereja do bolo do caso Paulo Gustavo é que a mãe do ator declarou que votaria no novo gay assumidérrimo, Eduardo Leite, do PSDB.

A esquerda lacradora, está vivendo um novo luto, não sabe se cancela a colega Mônica e a mãe do ator, ou se faz a "Kátia cega" e ignora os fatos.

Definitivamente, a morte de uma pessoa deveria ser apenas a dor da distância e nunca uma bandeira política, porque aí estão os oportunistas para comprovar que a morte veste saia justérrima!


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