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Deus, Pátria, Família e Trabalho.

Opinião sobre o congresso do CHEGA, em Viseu.

Concedida por Miguel Lourenço

Deus, Pátria, Família e Trabalho.

Por Thiago Silva - 29/11/2021

Faz lembrar o Estado Novo, sim, mas é preciso desmistificar 3 dos 4 termos usados no IV Congresso do CHEGA. Muito mais do que a alusão a tempos que já lá vão, é preciso perceber o que significam estas palavras. Deus, Pátria e Família fazem parte do conjunto dos 4 tipos de ligação entre seres humanos, juntamente com a ligação étnica, que ordenada da mais forte para a menos forte e com os termos científicos ficam: ligação tribal (familiar), religiosa (Deus) e nacional (pátria).

Então está na hora de afastar os obscurantismos ligados a estes termos, na medida em que precisamos de um Portugal mais forte e orientado para o crescimento, também, dos valores morais que regem as civilizações. O que é que nos trouxe o desvirtuar destes conceitos? A liberdade moral da ausência de Deus na nossa vida encaminhou-nos para as gerações com menos saúde mental que alguma vez existiram, deixou de haver algo para lutar, gente para amar, um futuro para acautelar, bocas para alimentar ou uma casa para defender.

Utilizaram as mulheres, através do feminismo, feminazismo, para desvirtuar a lei natural da competição e colaboração onde homens competem com homens, mulheres competem com mulheres, e homens e mulheres colaboram entre si, para induzir que o que é bom é ter liberdade sexual, não haver filhos, marido, lar, a fortaleza onde são preparados os donos do amanhã, incapacitando também os homens de procurarem o seu fortalecimento trazendo como consequência disso a cedência aos instintos mais primitivos, acabando assim o conceito tradicional de família. De que vale ter tudo, se não se dá valor a nada?

Passamos a ter mais pagadores de impostos que alimentam a máquina estatal aliada ao capitalismo desenfreado sem um benefício próprio lógico, pois hoje as pessoas vivem de rendas, de prestações, de migalhas dos mais poderosos, sem conseguirem juntar nada para o dia de amanhã, nem sequer haver um incentivo a fazê-lo. Apenas homens e mulheres cada vez mais desligados entre sí e focados na tentativa de construir alguma liberdade individual.

A Pátria, contrato social que existe entre os nossos antepassados e os nossos (futuros) descendentes que é orientado pelos faróis culturais trazidos do “antes” e que hoje tentam diluir no decorrer da quebra de identidade. Quebra essa que tem como intenção provocar a subserviência geral das populações ao Estado-Deus sem questões e sem espírito crítico, onde não há fronteiras, não há defesa e não há lei ou ordem.

O revisionismo histórico, as migrações ou questões como as minorias e o racialismo têm servido para dividir as pessoas em dois grupos, os opressores e os oprimidos, e assim quebrar os valores patrióticos, pois ninguém quer ser considerado o opressor de qualquer outro ser humano, e adivinhem em que grupo “eles” enquadram o “português de bem”. Já o trabalho é o grande motor do desenvolvimento e do equilíbrio do país, pois o Estado só pode ajudar quem precisa quando os capacitados produzem riqueza.

O trabalho é o que proporciona a verdadeira dignidade e alavanca o crescimento econômico que permite tratarmos de forma digna os nossos idosos, que já trabalharam para nós, criar confortavelmente as nossas crianças que também vão trabalhar para no futuro termos uma velhice digna, e possibilitar ajuda aos mais desfavorecidos e incapacitados. Atualmente a nossa “cesta comunitária” não proporciona nenhum conforto aos nossos grupos mais vulneráveis, pois está mais dedicada a não oprimir minorias e a agradecer eternamente aos democratas que nos trouxeram aos últimos lugares nos índices europeus mais importantes.

Esta nova conjuntura proporcionou que o CHEGA devolvesse à discussão política temas que antes ninguém ousou defender em democracia, como a presença da religião na vida das pessoas, e a esquerda só se pode queixar de si própria, pois foram eles que banalizaram o fascismo quando insultaram de “facho” quem fugia um bocadinho que fosse à narrativa abrilista que a própria esquerda capturou, para assim, hoje, se defender Deus, Pátria, Família e Trabalho sob os valores da democracia e com todo o sentido.

Artigo escrito por Miguel Lourenço.

Guarda, Portugal.


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