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Momento de fé com Padre Pedro Henrique II.

Capítulo 1. Maria a filha da promessa. Segunda parte

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Momento de fé com Padre Pedro Henrique II.

Por Thiago Silva - 21/11/2021

O anjo Gabriel foi enviado a uma virgem prometida em casamento a certo homem chamado José, descendente de Davi. O nome da virgem era Maria. (Lucas 1:27)

O anjo do Senhor ao invadir aquele quarto onde se encontrava Maria irrompe dizendo: Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo. Tal saudação estremeceu o coração de Maria, não de vaidades, ou de júbilos, mas de medo e inquietação, afinal o que aquilo poderia significar, o que ali estava acontecendo, não é simples imaginar os sentimentos e o espanto diante de algo tão grande. O próprio evangelista Lucas escreve no versículo 29: “perturbou-se ela com essas palavras e pôs-se a pensar no que significaria semelhante saudação”, a narrativa vai se enchendo de detalhes, dos quais somente Lucas poderia conhecer, pois ele não escreveu o que disseram, mas o que ele ouviu da própria mãe de Deus, o médico e pintor São Lucas, o amigo de Maria, continua a sua descrição com o anjo que a acalma, o anjo que busca dar o entendimento sobre esse encontro, o anjo que diz: “não temas Maria, pois encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus”.

A explicação do anjo vai dando os contornos da vontade de Deus, Maria vai ali entendo que aquela visita era algo complexo e que os resultados de tudo aquilo mudaria sua vida. Seu pensamento vai em José, vai em sua realidade, ela não era ainda mulher de ninguém, como se poderia dar tal ato, como poderia ela ser mãe. Mas a profecia do anjo não era algo natural, o anjo lhe estava falando de algo sobrenatural, que aconteceria conforme o poder de Deus e não da natureza física do ser humano. No versículo 35, o anjo vai dizer:

“A sombra do Altíssimo te encobrirá e aquele que nascerá de vós, será chamado Filho do Altíssimo”. (Lucas 1:35)

No centro do texto está o modo sobrenatural como se aconteceria a concepção do Cristo. Tanto Matheus, quanto Lucas vão afirmar a mesma coisa: o Cristo nasceu de uma virgem, escolhida por Deus, por obra do Espírito Santo. A fecundação do óvulo de Maria foi sobrenatural e não física. Assim como a luz passa pelo vidro sem que ele se quebre, da mesma forma o Espírito Santo de Deus fecundou o ventre de Maria sem que ela deixasse de ser virgem, pois o que aconteceu naquele ventre, naquele dia, foi obra de Deus e não dos homens.

Estamos aqui falando de um ato de colaboração entre a natureza humana e a natureza divina. A essência do Cristo a sua alma divina assumiu a forma humana, através do óvulo de Maria. Assim como escreve o evangelista João: “o verbo se fez carne e habitou entre nós”. Por isso, dizemos que: em Cristo está as duas naturezas em uma só natureza, é um só Cristo, verdadeiro homem e verdadeiro Deus. O próprio Deus Eterno feito gente.

Se de certa forma foi por Eva que o pecado original entrou no mundo; foi por Maria, a porta do céu, que entrou a Salvação. Através de seu filho Jesus Cristo todos nós recebemos a Redenção e a Felicidade Eterna. A nova era messiânica nasce neste momento da encarnação, a Virgem ao dar o seu sim, trouxe-nos a Nova e a Eterna Aliança, o sentido definitivo e sublime do sacrifício e da expiação que a humanidade esperava desde a sua queda.

Aquele sim, dado em meio a tantas dúvidas, em meio ao medo, foi o sim definitivo dado pela humanidade a Deus. É verdade que o desconhecido impede aos medrosos a vitória. Mas Maria não se resignou em suas dúvidas, a Mãe de Deus não se deixou afogar em seu medos e temores, ela preferiu acreditar, com coragem Maria tomou posse do que Deus tinha para ela e para a sua vida, ela assumiu a sua missão, o projeto de Deus para a sua vida.

Respondeu Maria: "Eis aqui a serva do Senhor; que aconteça em mim conforme a sua palavra". (Lucas 1:38)

E dessa forma a Salvação entrou no plano material. Assim a Promessa de Deus se fez carne naquela que para sempre seria aclamada com a saudação de Mãe de Deus. Com seu sim, Maria abriu as portas do céu para que o verbo de Deus se fizesse carne. Foi na figura materna de Maria que a humanidade encontrou um refúgio seguro para os seus sofrimentos e as suas alegrias.

Em Maria, a devoção popular e cada um de nós, encontramos a segurança da vitória ante as dificuldades, o apoio nas fraquezas. Desde os tempos apostólicos é inseparável a presença de Maria nos principais episódios do novo testamento, do nascimento a passagem de jesus, da ressurreição à pentecostes, encontramos a presença dela com os apóstolos, e com o próprio mestre, uma presença silenciosa e profunda, um sinal de força e resistência, nos momentos mais trágicos e gloriosos dos textos neotestamentários. Ela é a virgem prometida por Isaías, Maria é a porta do céu, pois por ela os céus se abriram a nós, e deu-nos vida, uma nova vida, um tempo novo, o tempo da Graça de Deus.


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