A decisão final é do Presidente da República

Nem sempre toda ação se coloca anunciada. 

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A decisão final é do Presidente da República

Por Victor Vonn Serran - 09/09/2021

Nem sempre toda ação se coloca anunciada. Se Bolsonaro apoiasse logo de cara a greve dos caminhoneiros, toda mídia direcionaria os efeitos dos problemas econômicos do pós pandemia nas costas dele. O Senado ao travar as pautas, fundamente nisso. Pautas travadas, são anúncio de economia sobre atenção.

Mas isso não quer dizer que Bolsonaro seria contra a greve. Ele entende o impacto na população, mas sabe que esse movimento é importante. Na minha opinião, essa estratégia tem dois efeitos: Desmentir a mídia tradicional que diz que as lideranças dos caminhoneiros não são legítimas e nem tem poder de mobilização, assim como mostrar o poder de influência do presidente sobre elas.

Mas isso teria de ser especificado nas entrelinhas, e não divulgado abertamente para não virar suporte de novas narrativas.

Por isso acho ruim cobrar os caminhoneiros. Eles são uma peça importante no tabuleiro, e estão fazendo o papel deles. Minhas apostas são duas: Uma que depois do áudio, no prazo de até duas semanas, o presidente vai pedir para encerrar a greve, e os caminhoneiros vão encerrar. Outra que os caminhoneiros vão simplesmente ignorar as ordens do presidente em um ato já planejado, e seguir até a pressão chegar de verdade no Congresso e no Supremo.

E assim, seria inquestionável o apoio total da categoria a ele. Um poder novo, que depois das contas na gestão Temer, apavora o Congresso e até os Togados.

Bolsonaro ainda vai manter a ideia do Conselho da República, mas antes ele precisa de peças chave, e uma reunião com ministros, dia ou tempo para consolidar essa articulação. QUATRO das seis pessoas comuns que são convocadas, segundo que votos a favor. E isso está sendo costurado com Lira, que claramente ainda apoia o presidente.

A reunião de defesa seria anunciada previamente, lembrando que o Conselho não vota, apenas opina. A DECISÃO FINAL É DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA.

Tudo dentro das quatro linhas.

Sobre o impeachment levantado pelos partidos, fiquem tranquilos. Totalmente fora de cogitação. Foi uma maneira dos partidos ajudarem em um suporte ao Supremo, depois da avalanche de pessoas nas ruas. Algo como um fortalecimento, já que o $ TF é o carro chefe da solicitação.

Peço a alguns amigos transtornados com a demora de alguns atos, é preciso ter calma, pois tem um cronograma. E o plano, segue seu destino. Não vejo mais volta, só avanço.

Como eu disse em outros textos, não existem soluções mágicas. Trinta anos de aparelhamento e doutrinação não somem do dia para a noite.

Então paciência.

O que vejo é tudo dentro de um planejamento muito bem desenvolvido. Bolsonaro sempre enfrentou o sistema sozinho, e agora que milhões estão ao seu lado, ele sabe o que fazer, e vai fazer se preciso.

Acreditem no cara.


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