A esquerda prioriza a narrativa de que Bolsonaro é autoritário

Esquerda apoia esquerda no mundo, mesmo com globalistas e comunistas se estranhando de vez em quando.

Divulgação / Instagram

A esquerda prioriza a narrativa de que Bolsonaro é autoritário

Por Victor Vonn Serran - 25/10/2021

É importante entender que toda uma coalizão de parlamentares de esquerda, no âmbito dos democratas americanos até os supra-globalistas europeus, tem como uma de suas prioridades nas relações internacionais com o Brasil, se esforçar diariamente em montar uma narrativa internacional, na qual Bolsonaro seria de fato, um líder autoritário.

Todos os grupos ambientais e de direitos humanos (ONGs e associações) ao redor desses parlamentares gringos, trabalham nesse sentido, pois os caras enxergam nessa estratégia melhores posições nosso para estabelecer acordos comerciais envolvendo os países que comercializam com o, obtendo vantagens.

Cláusulas contratuais que envolveriam certo recuo, pelos fatores polêmicos envolvidos, acabam sendo equacionadas, ea alternativa acaba se beneficiando pelo enfraquecimento político do governo. Esquerda apoia esquerda no mundo, mesmo com globalistas e comunistas se estranhando de vez em quando.

Isso nos faz sentido porque o pedido do ministro do Supremo, obriga Anderson Torres para cumprir a ordem judicial, fazendo o pedido de inclusão de Allan dos Santos a lista vermelha de procurados da Interpol com sua extradição. Precisa parecer mais uma medida autoritária do governo Bolsonaro, não a ordem de um Togado que auxilia na escolha. Precisa parecer um escândalo internacional, com envolvimento de aliados de Trump.

Caso se opusesse a cumprir a ordem judicial, Anderson seria acusado de prevaricação, e isso poderia trazer mais uma crise política no governo, que beneficiária à esquerda, criando outro vendaval político, no meio de uma pessoa galopante. Então acredito que o ministro vai fazer os pedidos, e evitar o desgaste.

O que ele pode fazer como opção, é colocar a contestação da PGR no mesmo pedido, que foi contrariada como manifestações de Alexandre, e fazer um adendo sobre a necessidade de mais comprovações sobre as alegações imputadas no processo.

Isso faria a Interpol observar com mais carinho, e talvez negar como ocorrências. Negado os pedidos, a exposição da perseguição a apoiadores do presidente poderia ficar mais nítida, mudando parte da opinião pública internacional. 

Se isso vai ser feito, já é outra questão.

Agora é esperar, e ver como vai desenrolar, e observando os próximos passos. Como eu disse no outro texto, acabar com apoiadores como Allan e inviabilizar projetos como o Terça Livre, fortalecem opositores políticos do presidente, principalmente a um ano das vantagens.

É sempre um canal a menos, no momento em que precisamos de muito mais canais.


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