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A hora da atenção

Agora que estamos em ano de (e)leição, e que os desdobramentos para um impeachment não são mais viáveis a oposição, é preciso discutir as coisas que poderiam impedir Jair Bolsonaro de ser reeleito.

Divulgação / Instagram

A hora da atenção

Por Victor Vonn Serran - 17/01/2022

Agora que estamos em ano de (e)leição, e que os desdobramentos para um impeachment não são mais viáveis a oposição, é preciso discutir as coisas que poderiam impedir Jair Bolsonaro de ser reeleito, é tentar construir um futuro governo com o mínimo de problemas já conhecidos.

Em uma reflexão pessoal, cheguei a conclusão de quais são os pontos no qual os apoiadores do presidente precisam se concentrar, para ajudar de fato na (r)eeleição, evitando o desgaste em pautas que neutralizariam o foco do objetivo central.

Seriam esses pontos:

(1) O aspecto econômico, no sentido de quando a população, que não entende que essa inflação é mundial e decorrente do pandemônio, vai realmente sentir o alívio no bolso, com aumento do poder de compra.

(2) A discussão focada na controvérsia da picada, ao invés do foco no direito individual, que traria muito mais resultados que a discussão da substância e seus efeitos em si.

(3) A falta de conhecimento do público leigo, e neutro políticamente, que ainda é informado pela grande mídia, das significativas mudanças promovidas por Bolsonaro, que não aparecem propositadamente nos veículos tradicionais de mídia.

(4) Não eleger base suficiente.

Resolver essas questões seriam primordiais. Elas levariam a satisfação de outras necessidades, visto que só o fato de manter o presidente com 30 senadores, já adianta meio caminho em muita coisa.

Para tentar resolver os problemas mencionados, poderíamos ter como direção as seguintes conclusões:

No primeiro aspecto temos de entender que as ações centrais teriam mais a ver com as articulações do governo. Porém, é necessário que os apoiadores lutem contra novos lockdowns, com movimentações precisas envolvendo não só manifestações, mas a cobrança de prefeitos e vereadores das cidades tanto nos locais como nas redes. O reflexo chegaria nos Estados. Caso o Brasil continuasse funcionando normalmente, já aplacariamos grande parte dos problemas econômicos que podem surgir de novos fechamentos.

No segundo tópico, teríamos que parar de falar da picada, e focar no âmbito do direito individual. Pela Delta ter coincidindo com a data da primeira imunização, a maioria da população acha realmente que o imunizante teve participação na diminuição dos óbitos, e insistir na ideia de falar sobre efeitos e possibilidades negativas que já conhecemos teria menos efetividade que focar no âmbito do direito individual, que daria a opção de abdicar. Toda essa discussão deveria ficar centrada no direito ou não do indivíduo se (v)acinar. Tentar convencer quem escolheu se (v)acinar por possíveis perigos só traria desgaste, e pela falta de estudos conclusivos as alegações só afastariam eleitores que acreditam nas alegações "científicas". Outra coisa seria ajudar a aprovar a lei da Janaína (o que é diferente de apoiar a Janaina - Apoiar apenas nesta proposta).

No terceiro ponto, precisaríamos voltar as origens: vídeos, memes...trocando termos conhecidos pelos algoritmos, permanecendo em todas as redes mesmo com censura, ocupando espaços, adicionando o máximo de pessoas, compartilhando exaustivamente as ações positivas do governo nos últimos anos.

Se conseguirmos manter ações concretas nesses tópicos, vamos ajudar consideravelmente o presidente. Vejo pessoas muito preocupadas com ex-apoiadores, possíveis traidores e aproveitadores, e enquanto marcamos quem joga do mesmo lado, por nem sempre estar na mesma posição, os atacantes dos caras continuam fazendo Sete a zero.

É nitido que a direita precisa de organização. Nunca tivemos um espectro direcionado aqui no Brasil, porém não temos tempo hábil para essa formação.

Estamos em urgência. A questão é que se um grupo ou outro não abrir mão de algumas de suas reivindicações, não teremos mais a oportunidade de afastar a esquerda do poder no Brasil.

E se eles voltarem, é quase certeza que provavelmente, não vão mais sair.


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