Bolsonaro ainda vai ter muito trabalho no conserto do país.

A ânsia pelo ataque constante a Bolsonaro, criou na oposição um sentimento de urgência, no qual uma série de decisões precipitadas de seus articuladores, colaboraram para que algumas acusações feitas ao governo, se revertessem em benesses para o executivo.

Evaristo SA / AFP

Bolsonaro ainda vai ter muito trabalho no conserto do país.

Por Victor Vonn Serran - 29/09/2021

A ânsia pelo ataque constante a Bolsonaro, criou na oposição um sentimento de urgência, no qual uma série de decisões precipitadas de seus articuladores, colaboraram para que algumas acusações feitas ao governo, se revertessem em benesses para o executivo. E Isso se concretizou literalmente na CPI do Circo.

No saldo final de uma comissão praticamente perdida para oposição, constatamos com profunda nitidez que Bolsonaro fez realmente o necessário no combate à crise sanitária, e que se não fez mais, que essa culpa não recai sobre ele, mas a aqueles no qual foram direcionadas suas competências. E graças a CPI, isso foi amplamente repetido e constatado.

A alta exposição dos governadores no que tende aos desvios de dinheiro para o combate à pandemia, e a exaustão de objetos que se perdiam durante o processo, fizeram da comissão uma chacota nacional de grandes proporções.

E apesar da recusa dessas apurações, o desgaste eleitoral destes mesmos protegidos governadores, será fundamental nas eleições do ano que vem. A ideia é que a direita vai se beneficiar da base montada nos Estados, visto o impacto da exposição de candidatos envolvidos que tiveram seus nomes mencionados em convocações não autorizadas pelo Supremo.

O depoimento de Luciano Hang promete ser a pá de cal que falta para enterrar esse terrível show de horrores, que terá sua missa de sétimo dia no provável arquivamento da PGR. Com a denúncia arquivada, parte da narrativa internacional de omissão vai ladeira abaixo, fazendo o circo do G7 se tornar o que previmos desde seu início; Um imenso cavalo de Tróia.

Mas nem tudo é boa notícia.

Renan, que é acusado de receber propina da Odebrecht, vai usar seu recente protagonismo na CPI para dizer que todas as acusações que sofre são em função de uma retaliação do governo. E infelizmente quem odeia o presidente vai comprar esse discurso. Ao levantar esse falso conflito de interesses, o Senador mantém seu eleitorado, e ainda sai com ares de perseguido, mantendo forte influência no Senado no retorno da ingrata CPMI das Fake News.O que mostra que apesar dos livramentos, Bolsonaro ainda vai ter muito trabalho no conserto do país.


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