Chantagem e tensão nos contornos da indicação de um nome para a vaga do STF

Ao fazer a declaração no evento de tecnologia em Campinas, Bolsonaro fala sobre uma tentativa de chantagem para não indicar Mendonça. Ele não cita Alcolumbre, e ainda fala de um grupo que teria controle sobre o relatório da CPI.

Divulgação / Instagram

Chantagem e tensão nos contornos da indicação de um nome para a vaga do STF

Por Victor Vonn Serran - 10/10/2021

Ao fazer a declaração no evento de tecnologia em Campinas, Bolsonaro fala sobre uma tentativa de chantagem para não indicar Mendonça. Ele não cita Alcolumbre, e ainda fala de um grupo que teria controle sobre o relatório da CPI. Leiam os textos anteriores, e vão sentido certinho, como tudo que foi escrito antes, corrobora. 

Ao expor a tentativa, Bolsonaro cria mais tensão ainda nos contornos da indicação, e pressão nos parlamentares do Senado a se esquivar ou tomar posição na sabatina. O áudio de Alcolumbre com um tal amante do desembargador, que teria sido teóricamente grampeado e exposto, é uma tentativa a mais de colocar pressão no presidente da CCJ, que virá o centro das atenções na guerra das narrativas.

Agora que Ciro Nogueira conseguiria em tese o apoio dos votos votos, uma indicação chegaria como se fosse instrumento de pressão do governo.

Ainda mantenho a posição de achar que ela será feita até o final desse mês, com possível admissão do indicado. Mendonça nas semanas anteriores, foi com o próprio Ciro Nogueira em reuniões privadas, onde garantiria não ser de índole lava-jatista, e parece ter convencido um número razoável de parlamentares.

Vamos acompanhar.


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