Movimentações entre Senado e Câmara

Avaliando como movimentações entre Senado e Câmara, descobri que recentemente, alguns projetos que foram alterados no Senado, voltaram para a Câmara, e tiveram os itens que os Senadores anexaram, retirados.

Marcos Brandão/Agência Senado

Movimentações entre Senado e Câmara

Por Victor Vonn Serran - 14/08/2021

Avaliando como movimentações entre Senado e Câmara, descobri que recentemente, alguns projetos que foram alterados no Senado, voltaram para a Câmara, e tiveram os itens que os Senadores anexaram, retirados.

Pacheco ficou furioso, e indagou Lira sobre passar por cima dos anexos inclusos. Lira ignorou, e passou direto os projetos. O presidente do Senado entendeu que aquilo era uma afronte, e corrigiu que existia algo que precisava ser resolvido, para não virar um problema maior.

Quando Filipe se articula para que uma nova proposta de Voto auditavel com contagem pública de votos ficasse para Agosto, fez os togados entenderem que dali para diante, uma longa e extensa batalha entre os poderes se estenderia. No meu entendimento, dali sairia uma grande articulação, que envolveria uma das casas que não apoiam o presidente, um país de ideologia contrária apoiado por um governador tranqueira, um parlamentar de atribuições e um togado. Todos orquestrando sua parte da escolha no plano.

Com a inclusão dos outros poderes na Operação Formosa, entendeu-se que o recado que deveria ser passado era que dessa vez, o presidente tinha apoio maciço das armadas, e que Lira poderia ter conhecimento dos dados, marcando a votação para ela para o mesmo dia. Os deputados da ação acionaram o STF para barrar o desfile, mas as Forças Armadas entregues nas entrelinhas que não acatariam o pedido, e isso preocupou os togados.

Vendo a extensão do problema, Barroso marca uma reunião com Mourão, no mesmo dia da operação. Acredito eu, que indiretamente, Mourão recusado qualquer possibilidade de um acordo que envolveria um impeachment. Isso muda os rumos da ação, que termina no encontro de um ministro, um governador e um articulador em SP.

Todos de distinção.

Depois disso viria à prisão de Jefferson, para desarticular a parte do centrão que apoia o presidente, trazendo um tom de intimidação, do mesmo que foi usado com os parlamentares na questão do Voto auditavel com contagem pública de votos.

Vamos lembrar que as decisões dos togados com repercutido no meio jurídico. Agora, temos prisões questionáveis, censura e inquéritos que não seguiram o rito adequado, fora de muitas prerrogativas. Com as pedaladas, vai o pedido de impeachment para os dois ministros, que não será equilibrado com um pedido de impeachment do presidente, já que com o resultado da votação do voto auditavel, concluímos como impossível. Se for ignorado por Pacheco, vai demandar por mais um recurso:

O recurso de um poder moderador, já que existe um conflito de interesses não incorporar entre os poderes. Um poder moderador, citado na constituição para eventos como esse.

De acordo com uma análise que eu fiz, baseada apenas na minha visão, de um lado temos o Presidente com apoio popular, a PGR nitidamente posicionada, Forças Armadas, Polícia Federal e Câmara dos Deputados e os Caminhoneiros (Trunfo). De outro temos o Supremo, a maioria do Senado, parte do Executivo, a distinção e a Mídia.

Fux não soube lidar com a crise, e não vai poder ditar muito. Um grande acordo, como previsto nos outros textos, terá de ser feito, e nesse acordo, o Voto Auditavel será o preço. Se entrar, acabam os conflitos, e tudo segue até o fim da gestão do presidente. Se não, teremos um conflito, que na minha opinião, pode acabar melhor ainda para os conservadores.

Mas tudo isso é o meu ponto de vista. É importante deixar isso claro, foram suposições que eu levantei. Essas conjecturas são complicadas, nem sempre temos informações suficientes.

Mas acredito do fundo do coração, que o Brasil tem uma chance de mudar de uma vez. E que qualquer caminho tomado, esses sugestionados, acabe no mesmo destino.

Agora é esperar para ver.


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