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Nem todo Rocky tem um Apollo Creed

Embora os partidos tenham definido abril como espaço para fechar coligações, algumas movimentações ainda preocupam os caciques, e muita coisa pode mudar até a definição das convenções.

Divulgação

Nem todo Rocky tem um Apollo Creed

Por Victor Vonn Serran - 03/01/2022

Embora os partidos tenham definido abril como espaço para fechar coligações, algumas movimentações ainda preocupam os caciques, e muita coisa pode mudar até a definição das convenções.

Dentre algumas dessas coisas, a que me chama mais atenção é a treta do PSB com o PT, no que tange a candidatura de governador para São Paulo. Haddad já recebeu de Lula o aceno para não desistir do protagonismo da chapa, e o fato não agradou Márcio França, que insiste em ver os resultados das pesquisas para definir.

Como o PSB disse estar fechado com Márcio, e pode filiar o ex-tucano, isso pode atrapalhar na aliança com Alckmin, que já está sendo bombardeada de um lado por uma coligação de prefeitos do PSDB, e de outro por filiados do PT, da ala mais radical, que não aceitam a união.

A situação complicou mais ainda quando estes mesmos militantes começaram a indagar porque o PT está escondendo Dilma, e se o União Brasil vai continuar com Doria, que em um pacto de não agressão a Moro, tende a intensificar os ataques na chapa, não poupando o ex-tucano.

Se Alckmin perceber que a aproximação não é tão vantajosa, e que tentar uma aventura com Lula seja realmente um possível suicídio de sua carreira, pode sim abandonar o palanque no meio do caminho, destruindo a tal "Frente ampla" afundando de vez as chances do PT. O partido não teria argumentos para atacar caso Alckmin viesse como vice-rival em alguma chapa, e não conseguiria resolver as pendências com Ciro em tempo hábil, que criticou tanto Lula como o PT, durante toda a campanha.

E claro que o Bonoro e o Tarcísio estouram nessa. O esforço do governo vai ser em manter o máximo de benefícios para atingir o cidadão médio, e melhorar a influência na população, deixando os oponentes se degladiarem.

Entendam que tudo isso ainda é chute dentro das possibilidades. Até abril, os caras podem abrir mão das candidaturas em acordos usando futuros ministérios e cargos como barganha, e isso acalmaria as coligações da esquerda.

Mas não custa torcer para que os protagonistas do "Merendalão" não consigam efetivar seus planos. Seria sorte demais para os brasileiros.

Victor Vonn Serran


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