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Putin no jogo

Quando a Europa começou na impor sanções aos chineses, algum tempo antes do conflito com a Ucrânia estourar, ela selou um destino incerto. 

Alexey Nikolsky/Sputnik/Kremlin/Reuters

Putin no jogo

Por Victor Vonn Serran - 02/03/2022

Quando a Europa começou na impor sanções aos chineses, algum tempo antes do conflito com a Ucrânia estourar, ela selou um destino incerto. Acabou empurrando a China para um acordo de cooperação mútua com a Rússia, no âmbito militar e econômico, como nunca antes foi feito.

E Putin sabia que isso seria útil no futuro. Toda ação que procede uma guerra é de aspecto econômico. O presidente da Rússia sabia que sanções pesadas viriam, e precisava de base quando o efeito chegasse nos mercados.

Assim ele aumentou suas reservas em ouro, e direcionou investimentos para as linhas de commodities. O plano era estar alinhado com a China quando começassem os problemas. Todo espaço aéreo com a Europa foi bloqueado, mas o espaço aéreo com a China não. O que significa que parte dos negócios da Rússia, podem ser resolvidos tendo a China como intermediário.

Tirar a Rússia do sistema cambial mundial pode ter um efeito reverso. Sem as obrigações com o regimento monetário, a Rússia pode operar através de metais e ouro. Ou seja, criar um sistema na qual o lastro da moeda de ambos os países fosse baseado no ouro e nos commodities.

Tem ideia da confusão que isso pode gerar na economia do planeta?

Durante décadas vimos o dólar e depois o Euro como base das ações financeiras do planeta e moedas mais fortes do mundo. Agora, corremos o risco de testemunhar com espanto sem tamanho a possibilidade do fim desse ciclo.

Então o que pode acontecer, visto tamanho problema?

A China pode entrar como mediadora do conflito, e deixar os acordos confortáveis a Rússia. A guerra cessaria e a Ucrânia só perderia o acesso ao Mar Negro, que foi o ponto mais incisivo desse conflito. O Ocidente tentaria deixar a mensagem que a Europa e a América do Norte pressionaram a Rússia para acabar com a guerra, e que manter a maior parte do território dela foi uma vitória, mesmo ela não entrando na OTAN.

O fracasso eminente de Biden nessa ação, junto com as ações autoritárias de Trudeau, e a fraqueza de Macron exposta, faria o progressismo perder força novamente no mundo.

E a direita mundial continuaria o ciclo de conquistas idealizado por Orban em 2010, que foi interrompido pelo pandevirus.

Tudo especulação, como sempre.


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