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Quem vencer a governança de SP também estará com um dos pés dentro do Planalto

Toda a articulação feita para que Alckimin e Lula pudessem dividir a chapa, foi construída e arquitetada por Márcio França. 

Divulgação / Instagram

Quem vencer a governança de SP também estará com um dos pés dentro do Planalto

Por Victor Vonn Serran - 26/12/2021

Toda a articulação feita para que Alckimin e Lula pudessem dividir a chapa, foi construída e arquitetada por Márcio França. Ele sabia que ao tirar uma possibilidade do tucano de disputar o governo de São Paulo, empurrando uma vice-presidência, oxigenaria sua candidatura ao governo de SP, aumentando suas chances. O Ex-governador apresenta que com os avanços de Ciro Gomes para Luís Inácio, a frente ampla não seria construída com o PDT, mas sim com o PSDB, e correu por fora nas articulações.

Embora não admitisse, Ciro sabia que era um candidato com chances remotas de chegar ao segundo turno, e sua pré-candidatura mergulhar na incerteza, depois dos problemas que protagonizou com seu partido. Em novembro, Ciro decidiu suspender a pré-candidatura após parlamentares do PDT votarem a favor da PEC dos Precatórios, ferramenta importante do presidente Jair Bolsonaro em busca da reeleição. Foi a deixa para França se articular, e buscar as forças necessárias para consolidar a chapa.

O problema é que Haddad virou uma pedra no caminho nesses objetivos, e agora o candidato do PSB precisa cavar popularidade para passar o petista na intenção de votos e vir como candidato a governador. Haddad já disse não abrir mão do protagonismo, e conta com Lula, que nos bastidores, trabalha para que Haddad venha com a titularidade. Porém o PSB sabe das intenções do PT, e pretende dificultar esse processo. O partido também sabe que São Paulo está no centro da eleição, e pode definir uma nova conjuntura política do país. Dória, que já entendeu que Rodrigo Garcia também não tem chance, informou o aliado para afastar tucanos opositores dentro do PSDB. Sabe que vai ter de negociar apoio a Kassab para afastar Alckimin de perto de Moro, para fortalecer possíveis coligações.

Observando essa movimentação, Alckimin deu um passo diferente, conversando com os políticos do União Brasil. Alguns cacíques do PT alimentam a desconfiança que o ex-tucano pode abandonar o petista pelo meio do caminho, e vir como vice de Sérgio Moro. Porém, Alckimin só faria tal movimento se soubesse que Moro realmente iria até o final da eleição, com chances reais de segundo turno. Isso afundaria as chances do PT e elencaria o ex-juiz, como rival de Bolsonaro.

E por isso Bolsonaro insiste em Tarcísio como candidato. Ele sabe que o ministro tem popularidade suficiente para afundar seus adversários, colocando em verificar todo o planejamento da escolha. Embora Weintraub também tenha parte local desse eleitorado, Bolsonaro sabe que Tarcísio tem muito mais votos, e seria a peça dentro de toda essa articulação.

A conclusão é que a presidência do Brasil, e o governo de SP, estão intimamente interligados, e quem estiver na vitória do estado, também estará com um dos pés dentro do Planalto.


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