Cookies management by TermsFeed Cookie Consent

Um sancho perfeito

A escolha de um vice presidente, é uma das escolhas mais importantes em uma candidatura.

Divulgação / Instagram

Um sancho perfeito

Por Victor Vonn Serran - 09/12/2021

A escolha de um vice presidente, é uma das escolhas mais importantes em uma candidatura. O vice tem um papel agregador, e posicionado para poder preencher lacunas do candidato ou anular algumas de suas vulnerabilidades. Quando se constrói uma chapa, o papel do vice-presidente é primordial.

No Brasil, a movimentação na escolha do vice ainda tem mais importância. É através dela que grandes articulações são construídas para derrubar ou manter presidentes. O vice-sempre vai assumir em escolher ocasiõesicas, e pode trabalhar a agremiação de outros partidos para criar blocos de apoio. Nesses momentos, possíveis traidores podem dar golpes de estado, e ceder a alguma manipulação da indicação.

Nossa história recente mostra muito disso.

Mas porque falar de vice?

A resposta é que uma possível escolha de Bolsonaro, pode definir em parte do sucesso de sua campanha. Perceba que parte dos aliados de conveniência, começa a enxergar uma oportunidade para aproveitar a vulnerabilidade política criada na filiação do presidente, para tentar "forçar" uma vice candidatura.

Notem que a mídia começa a dizer que o PP tem o direito a indicar o vice. O próprio PP começa a jogar com a ideia, e tende a empurrar Fábio Faria, que vai se filiar a legenda. Embora o ministro não tenha falhado com Bolsonaro, na minha visão, ele ainda não seria o ideal por motivos estratégicos. Sua candidatura para Senador do RN seria muito mais promissora, e Rogério Marinho, que nesse caso disputa o Senado com Fabio, continuaria como ministro através de uma negociação. Teresa Cristina, que seria uma possibilidade, virá de Senadora, e não estaria mais entre os cotados.

A conclusão óbvia na qual podemos chegar, é que para preencher uma vice-presidência, a vaga teria de ser de um membro das Forças Armadas.

A entrada de um militar quebraria o incentivo a dois golpes possíveis, e aumentaria a dificuldade da cassação da chapa por outros meios. Associaria ainda a credibilidade militar ao executivo, e estabilizaria possíveis conflitos futuros, que outros aplicáveis ​​não aplicáveis. Se eu fosse presidente, eu também escolheria Braga Netto.

Desde o ano passado eu bato nessa tecla. E parece que o presidente pensa do mesmo jeito. Quanto mais eu vejo reclamações da crítica, da esquerda e até do centrão, mas certeza eu tenho que essa seria a escolha mais prudente.


Compartilhe

Últimas Postagens