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Um símbolo chamado Djokovic

Ao protagonizar o ocorrido, Djokovic ultrapassou todos os seus méritos. Ao lutar pela liberdade de dizer, sobre o direito de escolher o que injeta ou não em seu organismo, ele virou um símbolo de resistência mundial, que aos poucos, aumenta a cada dia.

David Gray/Pool/Reuters

Um símbolo chamado Djokovic

Por Victor Vonn Serran - 07/01/2022

Quando Djokovic deu sua declaração, dizendo se opor ao tratamento (Da picada) por este não ter passado por todo o processo eficaz para garantir sua segurança, ele deixou seus patrocinadores preocupados. Estes mesmos patrocinadores também patrocinam boa parte das competições da modalidade, e sabiam que uma grande polêmica seria criada ao redor disso.

Quando a Tennis Austrália concedeu a isenção médica para o aberto, grande parte da população Australiana, que foi duramente cobrada com normas de segurança contra o vírus, se sentiu traída pelas autoridades. E os jihadistas do cabelo azul começaram uma campanha aberta de cobrança ao ministro Scott Morrison, para barrar o tenista, que já estava no avião quando decidiram de uma última hora revisar os parâmetros de aceitação que a organização tinha concedido ao atleta. O intuito era de agradar a lacração e diminuir a reprovação popular na questão da isenção concedida, para evitar manifestações.

E não só isso.

O ministro Scott deve ter sido pressionado por algo muito maior que o governo da própria Austrália. Fazer de Djokovic um exemplo de constrangimento internacional, seria um alerta para todo tipo de celebridade que quisesse pertencer ao clube dos questionadores. A mensagem seria que não vai haver espaço para aqueles que não fazem o jogo, no qual eles estabelecem as regras.

Todo um aparato midiatico internacional está sendo levantado para descredibilizar o tenista, e argumentos chulos como o uso de Coated Silver (um composto com prata que em tese limparia o organismo, sem nenhum relato ao menos de mal estar) são colocados como vilões para fazer comparações inadequadas. Grandes clubes e associações, financiados por instituições esquerdistas, colocam seus atletas para condenar as posições do número um do mundo.

Porém, muitos avaliam que a estratégia pode ter sido mal articulada, e o tiro pode sair pela culatra.

Uma grande quantidade de pessoas reprovaram a postura do Sérvio, mas muitas outras, defenderam a opção do jogador de exercer sua liberdade ao escolher. Sua negativa mostrou ao mundo que não era um problema questionar o processo, e que muita gente ganhava dinheiro, para não questionar. Nisso começaram a multiplicar, em vários lugares do planeta, declarações de apoio ao tenista e as manifestações antivax.

Ao protagonizar o ocorrido, Djokovic ultrapassou todos os seus méritos. Ao lutar pela liberdade de dizer, sobre o direito de escolher o que injeta ou não em seu organismo, ele virou um símbolo de resistência mundial, que aos poucos, aumenta a cada dia. Várias cidades na Europa já articulam manifestações, pois o receio aumentou na população, e agora muitos querem ir mais a fundo nas informações, que antes não eram tão confrontadas.

E nisso, toda essa história acabou sendo objeto de reflexão.

Muitos levantaram troféus em torneios esportivos durante suas vidas, e foram considerados os melhores do mundo no nas modalidades em que competiam. Porém, Djokovic se destaca dos demais, não só por ser o melhor do mundo no que faz na atualidade, mas por ser o tipo de pessoa, que vem a essa existência para mostrar que vencer de verdade, é algo que está além de levantar taças e títulos.

E tão somente por isso, entrará na história não apenas como um tenista diferenciado...

Mas como um dos grandes defensores das liberdades individuais desse tempo.

Parabéns Djokovic!


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