Alunos criam app para melhorar a experiência sensorial de surdos

Em busca de abrir as portas do mercado de mídia e entretenimento para pessoas com deficiência auditiva, um grupo de jovens da Escola de Inovadores desenvolvida o projeto Feel the Music (FTM).

Alunos criam app para melhorar a experiência sensorial de surdos Foto: Agência SP

Alunos criam app para melhorar a experiência sensorial de surdos

Ciência e Tecnologia Por: Alexandre Branco - 02/08/2021

Em busca de abrir as portas do mercado de mídia e entretenimento para pessoas com deficiência auditiva, um grupo de jovens da Escola de Inovadores desenvolvida o projeto Feel the Music (FTM). O aplicativo usa a programação de inteligência artificial para fazer vibrar o aparelho celular no ritmo dos filhos que estão sendo emitidos, em tempo real, e leva uma sensação palpável a quem não pode ouvir. O projeto desenvolvido na edição do primeiro semestre de 2021, deu origem à startup Timbrasom e foi selecionado para a Vitrine Inova CPS.

A ideia surgiu em 2020, em um hackathon que tinha a proposta de encontrar soluções inovadoras para o mercado da música. Na competição, o Feel the Music (FTM) ficou em terceiro lugar. O tempo, então, inscreveu o projeto na edição do primeiro semestre de 2021 da Escola de Inovadores da agência Inova CPS, curso de extensão on-line e gratuito do Centro Paula Souza (CPS), que ensina os participantes a transformarem ideias inovadoras em startups . Orientados pela unidade de Ribeirão Preto, ou FTM tomado, a partir de daí, uma proporção ainda maior, com a possibilidade de ampliar uma interação para além dos aplicativos de música.

Rafael Zinni Lopes, Ricardo Teruaki Fujikawa e Victor Dias de Oliveira estão à frente da startup e entenderam, durante o curso, a capacidade de abrangência da proposta. “Percebemos que o aplicativo poderia ser usado para levar acessibilidade não só para os aplicativos de música, mas também para transmissões de streaming e canais de vídeos, como Netflix e YouTube. Muitos desses canais mantêm apenas legendas como forma de acessibilidade e temos conhecimento de que muitas pessoas com deficiência auditiva não sabem ler, então, não são devidamente incluídos nesse mercado ”, explica Zinni.

Rafael conta que a solução está sendo desenvolvida com Interface de Programação de Aplicativos (APIs) em Python e React.JS. “Python está mais voltado para banco de dados e uma API que traduz o som de uma maneira diferente do React.JS, já o React é usado para trabalhar uma interface que hoje se assemelha a um Ipod”, detalha.

A solução será liberada boletins para dispositivos com o sistema Android. “Nosso interesse é que o app seja implementado em uma plataforma que tenha a maior abrangência possível para alcançar pessoas que não têm um bom poder aquisitivo”, conta Rafael.

O professor da Faculdade de Tecnologia do Estado (Fatec) de Ribeirão Preto, Adriano Buzoli, um dos orientadores do tempo, explica que, ao iniciar o curso com uma ideia já definida, o grupo pode trabalhar o desenvolvimento de outras etapas importantes da estruturação do negócio . “Começamos a trabalhar o Projeto Viável Mínimo (MVP), sanar dúvidas sobre a linguagem de programação, definir o público-alvo e, principalmente, focar no desenvolvimento do plano de negócios. Etapas que foram necessárias para estabelecer como o Sinta a música se transformaria em um app viável e interessante para as pessoas ”, explica.

Além das mentorias e dos conteúdos estudados, o curso ofereceu aos alunos a oportunidade de contato com profissionais especialistas no mercado. “Criamos um elo com mentores voluntários focados em trabalhos com linguagem de programação, marketing e branding. Assim, os estudantes conseguiram tirar dúvidas, foram aprimorando novas versões do produto e puderam chegar ao modelo atual, que está muito próximo do que será lançado ao mercado ”, explica Buzoli. “Trabalhamos muito também sobre a viabilidade economia, o posicionamento de marca do FTM e esta consultoria para identidade visual. Esse estágio do projeto é crucial para as próximas etapas, como um Vitrine CPS. ”

Vitrine Inova SP

O Feel The Music foi selecionado pela iniciativa que reúne os 50 melhores projetos da edição da Escola de Inovadores, a Vitrine Inova SP. As propostas propostas passam a ser possíveis e avaliados por mentores, investidores e possíveis parceiros. “Quando soubemos que fomos escolhidos, ficamos literalmente em êxtase. O suporte de aprendizado da Vitrine será uma chance para que logo aparecer no mercado ”, conta Rafael.

Os dez projetos mais bem selecionados nesta etapa para participar do Acelera Inova CPS e essa é uma das próximas metas da equipe. “Nosso objetivo a curto prazo é chegar sem aceleração e com o aprendizado, escalar uma startup para todo o Brasil. O protótipo rendeu resultados positivos na comunidade, então planejamos lançar o FTM na Play Store enquanto a Vitrine acontece ”, diz Rafael.

“Também planejamos ter um site para que o público possa encontrar nossa solução e fomentar o networking com dois parceiros e influenciadores no negócio. A Escola de Inovadores foi um grande ponto de partida, o curso exponenciou nosso trabalho e somos muito gratos a tudo o que fez para nos ajudar nessa caminhada ”, complementa o empreendedor.

(Agência SP)


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