Ferramenta criada por startup de Sorocaba identifica áreas com risco de incêndio

A SensaIoTech, startup de Sorocaba, que desenvolve soluções e produtos voltados ao agronegócio, criou uma ferramenta capaz de monitorar, em tempo real, e identificar áreas com potencial risco de incêndio, seja ele natural ou criminoso.

Ferramenta criada por startup de Sorocaba identifica áreas com risco de incêndio Foto: Divulgação

Ferramenta criada por startup de Sorocaba identifica áreas com risco de incêndio

Ciência e Tecnologia Por: Alexandre Branco - 19/10/2021

A SensaIoTech, startup de Sorocaba, que desenvolve soluções e produtos voltados ao agronegócio, criou uma ferramenta capaz de monitorar, em tempo real, e identificar áreas com potencial risco de incêndio, seja ele natural ou criminoso.

Batizada de FireWatch, a ferramenta também indica queimadas em andamento, pois possui dispositivos que detectam o aumento expressivo nas temperaturas. O foco da solução é agir de maneira preventiva, a fim de evitar o surgimento do fogo.

O CEO da SensaIoTech, João Lopes, explica que a FireWatch é indicada para fazendas, usinas de cana-de-açúcar, áreas de preservação ambiental, silvicultura, florestas, beiras de estradas e outros ambientes que estão sujeitos ao risco de queimadas.

Ele garante que o custo para aquisição da ferramenta é baixo e a sua instalação, inclusive em grandes áreas, simples e fácil. “A FireWatch nos permite saber, com antecedência, onde há risco de incêndio, facilitando assim o trabalho de prevenção e combate”, ressalta.

Recentemente, o fogo consumiu 11 milhões de metros quadrados da Serra do Japi, em Cabreúva, município distante cerca de 70 quilômetros de Sorocaba. A queimada, que começou em 20 de agosto e só foi controlada uma semana depois, com a ajuda da chuva, atingiu ainda áreas de outras cidades como Cajamar e Pirapora do Bom Jesus.

O CEO da SensaIoTech atesta que a utilização da FireWatch seria capaz de ajudar na prevenção deste desastre natural. “Com a informação antecipada das áreas que apresentam elevado risco, as equipes de combate poderiam se preparar para áreas críticas, aplicando produtos que retardam as chamas e até mesmo evitar os focos de incêndio.”

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) contabilizou mais de dez mil focos de incêndio, apenas na Mata Atlântica, no período de 1º de janeiro a 23 de agosto deste ano. O número é quase 10% maior do que o registrado ao longo dos oito primeiros meses de 2020.

Limpeza mais rápida ou renovação da pastagem de determinadas áreas de agricultores, bem como a ampliação de áreas para criação de gado ou outras culturas agrícolas são algumas das principais causas de queimadas no País. “Sabemos que o fogo altera o meio ambiente, ressecando o solo, e a fumaça compromete a qualidade do ar, provocando danos à saúde das pessoas”, observa João Lopes. “Assim, cada dia mais se faz necessário buscarmos ferramentas que possam prevenir esses danos naturais.”


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