Como o aumento na conta de luz afeta os negócios

Uma pandemia prejudicou diversos setores do mundo todo e isso impactou direta e negativamente os pequenos e grandes negócios.

Como o aumento na conta de luz afeta os negócios Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Como o aumento na conta de luz afeta os negócios

Economia Por: Alexandre Branco - 31/08/2021

Uma pandemia prejudicou diversos setores do mundo todo e isso impactou direta e negativamente os pequenos e grandes negócios. Por isso, entende-se que a crise hídrica fez a energia ficar 13% mais cara na região metropolitana de São Paulo.

Essa é considerada a maior crise hídrica em mais de 90 anos, e isso acaba pesando bastante no bolso do consumidor. O reajuste foi de 52% sem valor da bandeira tarifária vermelha. Ou seja, a cada 100 kWh consumidos, será tratada R$ 9,49, sendo que a taxa antiga era de R$ 6,24.

Mas como economizar nesse momento tão delicado? Quais meios de produção dependem fortemente de energia para manter os negócios? Saiba mais sobre os prejuízos causados ​​pelo aumento na conta de luz lendo a seguir.

O que são bandeiras tarifárias

O sistema das bandeiras tarifárias foi criado para tornar as informações sobre o preço da energia do Brasil mais transparentes e receber. Seu funcionamento é como se fosse uma espécie de semáforo. Utilizando essa comparação podemos entender melhor.

Para que haja energia, é necessário ter disponibilidade de disponibilidade para a produção, portanto, quando há uma crise hídrica, por exemplo, esse valor aumenta embora.

Como a eletricidade no Brasil vem de diversas fontes de energias, como hidrelétrica, durante períodos em que há risco de elas não conseguirem gerar a energia necessária, é preciso acionar como usinas térmicas. Entretanto, esse tipo de energia é mais cara.

As bandeiras tarifárias têm o intuito de incentivar a economia de energia, pois o Brasil tem um sistema de aumento de cobrança que é alterado de acordo com a condição dos reservatórios. Essas divisões são as bandeiras tarifárias que, no caso, são divididas entre quatro núcleos.

Os quatro níveis são divididos da seguinte maneira:

  • Bandeira verde: não gera cobrança extra no consumo de energia;
  • Bandeira amarela: gera tarifa extra de R$ 1.343 para cada 100 kWh consumidos no mês;
  • Bandeira vermelha, patamar 1: uma cobrança extra é de R$ 4.169 a cada 100 kWh;
  • Bandeira vermelha, patamar 2: adicional sobe para R$ 6.243 na conta para cada 100 kWh.

Quando a bandeira tarifária passa a ser vermelha, é sinal de que o consumidor deve economizar energia o máximo que puder.

Setores que mais consomem energia

É importante entendermos que alguns setores consomem muito mais energia do que outros e consequentemente acabam sendo os maiores prejudicados em um momento esses. Alguns desses setores são:

Indústria Automobilística - Algumas pessoas não fazem ideia de que um dos setores que mais consome energia é o automobilístico. De forma geral, esse é o que mais consome energia elétrica no Brasil, e isso pode ser comprovado. Segundo Levantamento da EPE, o ramo industrial foi responsável por cerca de 36% da energia consumida em todo o país em 2018.

Isso significa que a energia que consome em casa não é o maior responsável pelo aumento na conta de luz.

Portanto, o motivo pela qual a indústria automobilística está em primeiro lugar, é porque os tipos de máquinas usadas para a produção de veículos automóveis muita energia elétrica.

Além disso, qualquer pausa no processo pode custar muito caro para toda a linha de produção, pois a indústria trabalha com produtos de alto valor no mercado.

Hospitais - É compreensível e um pouco mais fácil de descobrir o motivo pelo qual os hospitais usam muita energia elétrica. O setor de saúde como unidades hospitalares, as máquinas sofisticadas que chegam a operar 24 horas por dia em prol da saúde das pessoas.

Há ainda o costume com a iluminação, fornecem, geradores de qualidade e tratamento de vários pacientes que dependem da energia elétrica para que os equipamentos funcionem corretamente, salvando de vidas todos os dias.

Shoppings Centers - Centros e pontos comerciais também são grandes consumidores de energia, pois funciona regularmente e acabam influenciando na economia do país, além de ser uma forma de entretenimento com muitas opções.

O gasto é consideravelmente alto com iluminação, manutenção do sistema de ar condicionado, necessidade de energia elétrica para os cinemas funcionem corretamente, entre outros.

Setores de impressão - O setor de impressão não é necessariamente um dos que mais consome energia elétrica, entretanto, é um setor que precisa significativamente dela para que tudo corra bem e corretamente. A impressão de revistas, jornais, livros, materiais pedagógicos e documentos, por exemplo, são essenciais para o país e para a educação. Isso faz com que as máquinas de impressão, copiadoras e etc. sejam muito necessárias para o dia a dia de muitas empresas e consumidores.

Mas o que fazer para economizar energia?

Algumas dicas simples podem ajudar a fazer com que sua empresa ou sua casa gastem menos energia, isso, pensando mensalmente:

  • não deixe as luzes ligadas se não estiver no cômodo;
  • substitua as lâmpadas antigas pelas LED;
  • atualize aparelhos antigos;
  • desligue os aparelhos que não estiver usando durante o dia ou pela noite;
  • procure entender o que mais consome energia na sua casa e na empresa.

Por fim, precisamos lembrar como esse aumento na conta de luz tem afetado os negócios, a economia e praticamente todos os setores do país. Manter uma situação financeira estável tem sido cada vez mais difícil no Brasil, principalmente com o crescimento da informação.

Além dos gastos com aparelhos, equipamentos, água, gás, entre outras necessidades tanto para empresas quanto para residências, o aumento da conta de luz prejudica muito os brasileiros e empresários em seu funcionamento mais básico.

Os prejuízos podem ser grandes, como o fechamento ou perda de negócios, interrupção de demanda ou até mesmo redução da qualidade do produto final.

Se formos mensurar o impacto desse aumento, temos o aumento de vários preços na economia: alimentos e indústria.

Além das dicas citadas acima, há outras alternativas que podem ajudar a controlar o custo final em alguns setores. Uma dica simples para o setor de impressões, por exemplo, é adotar equipamentos que consomem menos energia, como as impressoras que utilizam o toner para imprimir.

De forma geral, em um mundo cada vez mais dependente de recursos eletrônicos e digitais, a energia se torna o bem mais precioso e, naturalmente, supervalorizado. E assim, conforme o tempo passa, mais será necessária a noção de consumo e valores na conta de luz.

(Por Dalton Ribeiro)


Compartilhe