Nova bandeira tarifária é produzida pela Aneel e conta de luz fica mais cara

Tarifa de 100 kilowatt-hora mudará de R$ 9,49 para R$ 14,20 até abril.

Nova bandeira tarifária é produzida pela Aneel e conta de luz fica mais cara Foto: Marcelo Camargo /Agência Brasil

Nova bandeira tarifária é produzida pela Aneel e conta de luz fica mais cara

Economia Por: Natalie Gallacci - 01/09/2021

Foi divulgado nesta terça-feira (31/08) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a criação de uma bandeira tarifária nova na prestação da luz, chamada de bandeira de escassez hídrica. A tarifa extra será de R$ 14,20 a cada 100 kilowatt-hora (KWh) utilizados e já começara a valer a partir desta quarta-feira (01/09), continuando até abril de 2022.

O novo estágio corresponde a um acréscimo de R$ 4,71, em torno de 50%, no que se refere à bandeira vermelha patamar 2, até então o maior, no custo de R$ 9,49 por 100 KWh. A escolha foi tomada durante uma dificuldade hidrológica, que prejudica o nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas, fonte fundamental para gerar energia elétrica no Brasil. Segundo o Governo Federal, essa, é a pior seca em mais de 90 anos. Com as hidrelétricas funcionando no limite, é necessário expandir a produção de energia elétrica através de usinas termoelétricas, que possuem o valor mais alto.

Bento Albuquerque, Ministro de Minas e Energia, assegurou que as providências são o bastante para assegurar a oferta.

“Nós trabalhamos para ter a oferta suficiente para a demanda de todas as unidades consumidoras no país. Estamos presenciando a maior seca que o país, o Brasil, já passou. E isso com reforços na capacidade dos nossos reservatórios das usinas hidrelétricas”, declarou no decorrer de uma coletiva de imprensa, para comunicar as novas medidas em Brasília.

Conforme disse o ministro, as providências que estão sendo tomadas até o momento estão gerando resultado, mas a condição está longe da regularidade. “Nós estamos em condições melhores do que estávamos no início do mês de agosto. É isso mostra que as medidas estão surtindo efeito, mas ainda não nos levam à uma situação de normalidade, ou mesmo de conforto, por isso nós estamos adotando todas essas demandas”.

De acordo com a Aneel, ainda que ocorra o reajuste recente das bandeiras tarifárias, contendo a criação do patamar 2 da bandeira vermelha, em junho, o arrecadamento extra para financiar o crescimento da produção de energia continua escasso. A carência na conta de bandeiras tarifárias está en R$ 5,2 bilhões. Ainda assim, o abrasivo necessitará adquirir energia dos países vizinhos, com o gasto de R$ 8,6 milhões.

O diretor-geral da Aneel, André Pepitone esclareceu em uma coletiva de imprensa para declarar as novas medidas, “Nós temos que ter uma geração adicional para enfrentar a escassez hídrica. Nessa geração adicional está contemplada a importação de energia da Argentina e do Uruguai, geração termoelétrica adicional”, disse.

Todos os compradores do mercado cativo das distribuidoras de energia elétrica vão ser incluídos pela bandeira tarifária nova, exceto os moradores de Roraima, único estado que não está relacionado ao Sistema Interligado Nacional (SIN) e mais ou menos de 12 mulheres de pessoas cadastradas no programa Tarifa Social de Energia Elétrica.

Conforme declarou a Aneel, com o custo médio da fatura é de R$ 60 reais a cada 100 KWh, ocasionando em uma conta final de R$ 69,49, no caso do acontecimento da bandeira vermelha patamar 2 (R$ 9,49), o custo da fatura de luz com a bandeira nova de escassez hídrica, tornará em torno de 6,7% mais cara, atingindo a R$ 74,20 (R$ 60 de custo médio + a taxa extra de R$ 14,20 da tarifa nova.


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