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Presidente Jair Bolsonaro envia ao Congresso Projeto de Lei do Novo Marco de Garantias

O presidente da República, Jair Bolsonaro, encaminhou ao Congresso Nacional um projeto de lei que trata de medidas para aprimorar o mercado de crédito brasileiro

Presidente Jair Bolsonaro envia ao Congresso Projeto de Lei do Novo Marco de Garantias Foto: Clauber Cleber Caetano / PR

Presidente Jair Bolsonaro envia ao Congresso Projeto de Lei do Novo Marco de Garantias

Economia Por: Alexandre Branco - 26/11/2021

O presidente da República, Jair Bolsonaro, encaminhou ao Congresso Nacional um projeto de lei que trata de medidas para aprimorar o mercado de crédito brasileiro. O Projeto de Lei dispõe sobre o serviço de gestão especializada de garantias, o aprimoramento das regras de garantias, o resgate antecipado de Letra Financeira, entre outras medidas de estímulo ao mercado de crédito.

A assinatura do projeto de lei ocorreu na manhã desta quinta-feira (25), em cerimônia no Palácio do Planalto com a presença do presidente Jair Bolsonaro, do ministro da Economia, Paulo Guedes, e autoridades.

De acordo com a proposta que vai ser analisada por deputados e senadores, o serviço de gestão especializada de garantias será formado por Instituições Gestoras de Garantia (IGGs), pessoas jurídicas de direito privado, responsáveis pela constituição, utilização, gestão e pelo compartilhamento de garantias nas operações de crédito pactuadas entre o devedor e as instituições financeiras. O objetivo dessa medida é facilitar a utilização de garantias por meio da prestação desses serviços pelas instituições gestoras de garantia.

O funcionamento das IGGs será regulamentado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Já o Banco Central do Brasil vai supervisionar e autorizar o exercício das atividades dessas instituições.

Aprimoramento

Com a medida, será permitido que um mesmo imóvel seja usado como garantia em mais de uma operação de crédito. Até o momento, quando um bem era usado como garantia em empréstimos, ele ficava bloqueado até que a última prestação fosse paga. Caso o Projeto de Lei seja aprovado, apenas parte do bem fica bloqueada, correspondente ao valor da dívida que ainda não foi paga. O restante do valor do patrimônio poderá ser usado em novas operações de crédito. “Nós estamos devolvendo ao dono da garantia o seu direito de usá-la. Porque hoje não é assim. Hoje você vai num banco, por exemplo, você tem uma casa de R$ 1 milhão, você pega R$ 100 mil emprestado, a casa inteira fica para o banco. Está errado isso, a garantia é do trabalhador, é do empreendedor”, argumentou o secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida.

Além disso, há a previsão sobre a execução extrajudicial de crédito garantido por hipoteca, independentemente de previsão contratual, bem como a previsão da execução extrajudicial da garantia imobiliária em casos de concurso de credores. As alterações nas regras da hipoteca têm como objetivo aproximar esse instrumento de garantia à eficiência encontrada na alienação fiduciária.

A proposta também disciplina as atividades do agente de garantias, o qual poderá constituir, registrar, gerir e executar (judicialmente) garantias e, quando autorizado pela lei, promover a execução extrajudicial.

De acordo com o Governo Federal, as medidas previstas no Projeto de Lei buscam melhorar a confiança das garantias prestadas às operações de crédito, facilitando a sua realização e, assim, alavancar o crédito e contribuir para o desenvolvimento do mercado financeiro brasileiro. “O crédito é um poderoso instrumento da economia, ele aloca recursos entre poupadores e tomadores de recursos. E sofreu profunda mudança nos últimos anos. Para se ter uma ideia, o crédito saiu de 25% do PIB para 55% do PIB em três gerações‘, ressaltou o presidente do Banco Central, Roberto de Oliveira Campos Neto.

(Com informações do Palácio do Planalto)


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