Prefeitura de São Paulo tem programa para ampliação do ensino presencial

Ensino fundamental e infantil terão total de alunos e rodízio.

Prefeitura de São Paulo tem programa para ampliação do ensino presencial Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Prefeitura de São Paulo tem programa para ampliação do ensino presencial

Educação Por: Natalie Gallacci - 20/07/2021

Foi anunciado pela Prefeitura de São Paulo hoje (20/07), o programa de recuperação e ampliação do ensino presencial na rede pública para o segundo semestre de 2021, com o retorno das aulas presenciais estão previstas para o dia 02 de agosto em forma de rodízio, de acordo com a capacidade das unidades e distanciamentos de 1 metro entre um aluno e outro. Estudantes que tenham comorbidades continuarão em casa e, enquanto a pandemia durar, será opcional para os pais mandarem ou não seus filhos para a escola.

De acordo com o programa, as creches (CEIs), vão atender 60% das crianças, sem ter rodízio, e as escolas municipais de educação fundamental (EMEFs) e educação infantil (EMEIs) vão receber o total de alunos com rodízio em até dois grupos, as EMEIs vão ter redução de meia hora, para que tenha um espaço de tempo para cumprir os protocolos sanitários.

Segundo Ricardo Padula, Secretário Municipal da Educação: "Todos os protocolos continuam sendo necessários o uso de máscara, álcool em gel, sabonete líquido, higienização. Para isso, a prefeitura entregou 81 mil face shields [protetores de plástico ou acrílico], 1,65 milhão de máscaras do tipo PFF2, e repassou para as escolas R$ 130 milhões e, para as unidades parceiras, R$ 23,4 milhões recursos para aquisição de EPIs".

De acordo com dados adquiridos pela prefeitura por meio de uma avaliação diagnóstica do aprendizado durante a pandemia, cerca de 30% dos estudantes da rede municipal não entregaram nenhuma, ou incompletas, as atividades do ano de 2020. Segundo os dados, estudantes classificados no índice de proficiência abaixo do básico continuaram nesse nível, uma parte dos que estavam em tal faixa caíram ainda mais, os que tinham nível avançado mantiveram desta forma.

Ainda de acordo com o secretário Ricardo Padula: "A ciência tem mostrado hoje todos os prejuízos que causa o fechamento das escolas, além do prejuízo pedagógico, nutricional, psicológico, de sociabilização. Portanto, é absolutamente necessário atuar em duas frentes neste momento: uma de combate à evasão escolar e outra de recuperação".

Acontecerá uma busca para identificar os alunos que estão em situação de segurança alimentar, doença crônica, trabalho infantil, defasagem de aprendizagem, vítimas de violência, entre outros. "Eles devem ser acompanhados mais de perto e [precisa ser] acionada a rede de proteção social da assistência social para o atendimento a esses alunos e assim evitar a evasão", afirmou o secretário.

O programa de recuperação vai agir com a retomada do Programa Mais Educação São Paulo, com a utilização dos cadernos trilhas de aprendizagem e criação de grupos de alfabetização para quem ainda não está alfabetizado ou tenha problemas, para que assim possam ter atenção especifica, atingindo o objetivo de que o aluno consiga acompanhar os demais da turma, os grupos poder contem até 12 alunos.

Ricardo Padula, Secretário Municipal da Educação, acrescentou que "Haverá apoio pedagógico de professor especializado para os alunos que têm dificuldades específicas de aprendizagem, além de projetos de recuperação de língua portuguesa e matemática."


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