Abraham Weintraub
Thiago Silva
21 de Julho de 2021

Nosso entrevistado de hoje é um dos nomes mais falados no atual meio político nacional, um homem integro e simples que sempre trilhou os caminhos do caráter e da boa política. Seu nome é aclamado por multidões que pedem sua candidatura ao governo do estado de São Paulo, com trabalho e dedicação alcançou objetivos e reconhecimento no governo Bolsonaro e conquistou simpatizantes, seguidores e até fãs mais acalorados. Abraham Weintraub tem 49 anos é professor, economista e ex-ministro da educação do governo Bolsonaro, atualmente é diretor-executivo do banco mundial nos EUA. Foi alvo de ataques e perseguições que o fizeram se afastar do ministério da educação e também do Brasil, apenas fisicamente, pois sempre esteve alerta e ativo por suas mídias participando efetivamente da política brasileira. Hoje ele gentilmente nos cede as suas opiniões e visões sobre o atual cenário político nacional e suas possibilidades. Esta decidido a voltar e afirma que se for da vontade do criador ele será pelo governo do estado tendo o único e fiel objetivo de ser de verdade um gestor que levara São Paulo a evolução.

Abraham como o senhor encara todos esses movimentos de militantes e simpatizantes que pedem pelo seu nome no governo de São Paulo? Essa possibilidade existe?

Bom, eu encaro como uma demonstração de confiança e fico lisonjeado, pois muita gente tem lembrado do meu nome para ser governador do estado de São Paulo. Isso é algo que eu nunca imaginei que pudesse acontecer, a um ou dois anos atrás quando começou a surgir o meu nome para o Governo do Estado isso foi até uma surpresa para mim tenho pensado em obviamente continuar nessa batalha e para minha surpresa me tornei uma referência na direita entre os grupos conservadores mais raízes e junto com meu irmão acabamos nos tornando porta voz de uma parte desses movimentos e ficamos gratos pela confiança. É possível? Sim é possível e não é uma coisa que eu tenha obsessão em ser, eu quero simplesmente que nós consigamos libertar o país e mudar o patamar dele. Eu quero ter um país bom para criar meus filhos e netos, esse é o meu objetivo, se vai ser como governador, senador, deputado, professor, militante ai cabe a Deus decidir. Eu estou aqui conversando e analisando as possibilidades.

Qual a sua opinião sobre a “jogada política” da CPI da covid?

Eu não tenho acompanhado todos os passos da CPI porque eu tenho trabalhado muito, não tenho condição de passar o dia vendo a CPI ,eu tenho visto mais os melhores momentos que são reprisados pelo Twitter ou nas redes mais a repercussão. E para mim tá bem descrito que não esta se buscando a verdade, não esta buscando os fatos, tem que olhar os governos estaduais, principalmente, eu vejo como um movimento político para tentar enfraquecer o presidente Bolsonaro ou mesmo tirá-lo do poder. Eu vejo sim a CPI com o intuito nessa direção é muito claro a tentativa de derrubar o Governo Federal.

Desde o seu episodio marcante contra a tirania do STF o senhor se mantém afastado fisicamente do Brasil, diga nos como será para o senhor reencontrar a nação e também os togados que lhe perseguem?

Bom eu tento levar minha vida sem mágoas eu encaro sempre o mal como sendo uma coisa passageira acredito que você deve agir contra o mal e impedir que ele prossiga passado isso você não pode guardar rancor você tem que na hora que está acontecendo alguma coisa errada por para fora todo sentimento para não carregar mais magoa nem rancor. Quanto aos ministros já tem dois aí que já saíram então sobraram nove dos que estavam no momento que eu sofri a maior perseguição e por enquanto não vou fazer nada nem pretendo me vingar, pois esse sentimento eu não tenho. O que eu pretendo é voltar pro Brasil e enfrentar o meu destino como brasileiro, como cidadão que não tem nenhum crime, nunca cometeu nenhum crime na vida e mostrar que as acusações que eles fizeram contra mim são infundadas estou me preparando para isso, inclusive no tocante a parte jurídica para não correr risco de ser preso. Pretendo voltar em breve para o Brasil.

Qual a sua avaliação para o governo Bolsonaro até o presente momento?

Eu acho que o governo Bolsonaro apresentou alguns ganhos importantes, o principal deles foi impedir que o Brasil caminhasse rumo à Venezuela, mas, além disso, teve a reforma da previdência, teve a independência do Banco Central, teve o primeiro ano que as finanças estavam muito comprometidas e a gente conseguiu atravessar. O segundo ano foi um ano bem mais difícil quando o mecanismo, as estruturas que controlam o poder no Brasil há décadas usaram o momento da pandemia para contra-atacar. Então a gente esta atravessando esse momento e o resultado eu espero que seja a vitória do presidente com a reeleição dele. É nisso que eu acredito apesar dos problemas que apareceram eu continuo acreditando que o presidente Bolsonaro é a melhor alternativa para o Brasil se manter uma nação soberana e livre.

Qual a sua perspectiva política para as eleições nacionais de 2022?

Eu espero que os movimentos conservadores continuem crescendo, se organizando e ocupando mais espaço na sociedade, não só no Legislativo e no Executivo Federal, mas como um todo nas universidades, nos eventos sociais, na cultura, no meio empresarial, hoje em dia o Brasil tá dominando por grandes conglomerados, oligopólios e monopólios, a maioria deles tem um relacionamento muito próximo, intenso com o marxismo cultural e isso tá refletido em todas as esferas de poder, do executivo, legislativo e judiciário e olhando uma perspectiva estratégica cabe a nós ocuparmos os espaços e isso é feito no dia a dia desde o militante, discutindo no emprego os valores conservadores no churrasco, no futebol discutindo também no topo das empresas, os consultores que vão falar no topo das empresas, os palestrantes e elegendo também pessoas no judiciário, no Legislativo buscando escolas e faculdades aonde a formação conservadora seja defendida. Então eu acho que esse é o trabalho e a perspectiva não só pra 2022, mas para as próximas décadas.

Em sua opinião a que ponto a “carta na manga” da esquerda chamada Lula pode ser um empecilho para os planos do nosso presidente Bolsonaro?

Eu nunca subestimo os adversários, acho que não somente o Lula é um líder político inteligente, articulado, carismático mas isso não significa que eu o considere uma pessoa boa, eu simplesmente acho que se ele não tivesse essas características que eu descrevi ele não seria um adversário, o seu adversário sempre é igual ou maior ou mais poderoso ou habilidoso que você Então eu considero ele um líder um ator político em todos os sentidos muito eficiente ele não está sozinho ele é a cabeça de um grande movimento de maxismo cultural aí mais velha guarda mais ligado ao sindicalismo que tá impedindo inclusive uma renovação que seria mais ligada ao marxismo cultural representado por outras pessoas mais jovens que tem aparecido no jogo político e ele tem impedido inclusive o crescimento. Então nesse aspecto ele tem uma característica boa porque ele mata no sentido figurado todos os novos e impede o surgimento, o crescimento desses lideres impedindo a renovação da esquerda. Esse é um aspecto positivo da centralização debaixo do Lula. Provavelmente se ele tivesse indicado outra pessoa que não a Dilma ou os nomes que ele tem selecionado como no passado insistido e colocado politicos mais eficientes e mais carismáticos que estão a disposição do PT talvez o resultado tivesse sido outro das eleições ou talvez não tivesse ocorrido o impeachment então nesse aspecto veja essas são as vulnerabilidades dele ele concentra muito e impede o surgimento de novas lideranças. E isso facilita um pouco a nossa expectativa de evitar que o Brasil vire uma Venezuela.

O senhor acredita que com a definição da direita no poder representada por nosso presidente Bolsonaro nas eleições de 2022, possa também ser o fim para a esquerda no Brasil?

Não. A vitória do presidente Bolsonaro com sua reeleição em 2022 apenas garante que nós possamos ter esperança de não ser sermos esmagados, pois todas as esferas de poder seja judiciário, executivo, legislativo estadual, municipal, federal, mesmo no Federal nas esferas culturais, empresariais, as raízes do marxismo cultural desses grandes grupos monopolistas oligopolistas das ONGs, da doutrinação é muito profunda e não vai ser possível cauterizar erradicar simplesmente com a reeleição do presidente Bolsonaro. É uma dinâmica de longo prazo que a gente vai ter que enfrentar e a reeleição do presidente Bolsonaro permite que nós continuemos a ter esperança que o Brasil não vai afundar e seguir os passos de Cuba ou da Venezuela.


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