Olimpíada de Tóquio tem abertura oficial às 8h desta sexta-feira

Após o adiamento de um ano por causa da pandemia da Covid-19 e correção de cancelamento, a 32ª edição da Olimpíada de verão ter à abertura oficial a partir das 8h (horário de Brasília) no Estádio Olímpico de Tóquio.

Olimpíada de Tóquio tem abertura oficial às 8h desta sexta-feira Foto: Agência Brasil

Olimpíada de Tóquio tem abertura oficial às 8h desta sexta-feira

Esporte Por: Alexandre Branco - 22/07/2021

Nesta sexta-feira (23), os olhos de boa parte da população mundial estão voltados para a cidade de Tóquio. Após o adiamento de um ano por causa da pandemia da Covid-19 e correção de cancelamento, a 32ª edição da Olimpíada de verão ter à abertura oficial a partir das 8h (horário de Brasília) no Estádio Olímpico de Tóquio (também chamado de Estádio Nacional).

Pela primeira vez na história, como cerimônias de abertura e encerramento, assim como as competições na capital do Japão, não deverá a presença de público. A decisão de proibir espectadores foi tomada por conta da decretação do estado de emergência em Tóquio até o final das competições até 8 de agosto, e em meio a críticas de autoridades de saúde do país e rejeição da população à competição.

Outras províncias que vão sediar competições também já confirmam que não deve público: Chiba (que vai sediar competições de surfe, esgrima, taekwondo e luta olímpica), Kanagawa (beisebol / softbol, iatismo e futebol), Saitama (basquete, golfe e futebol), Fukushima (beisebol / softbol) e Hokkaido (futebol e atletismo). As províncias de Miyagi (futebol) e Shizuoka (ciclismo) Ibaraki (futebol) ainda mantém previsão de público (50% do total e limitado a residentes no Japão) durante as competições.

Os Jogos de Tóquio são a primeira Olimpíada da era moderna a ter um adiamento. Desde 1896 (quando foram realizados os Jogos Olímpicos de Atenas), três edições foram canceladas: as Olimpíadas de Berlim em 1916 (que não foi realizada por causa da 1ª Guerra Mundial), as Olimpíadas de Helsinque em 1940 e as Olimpíadas de Londres em 1944 (ambas canceladas por causa da 2ª Guerra Mundial).

É a segunda vez que Tóquio recebe os Jogos Olímpicos: a primeira foi em 1964, com 5.151 atletas de 93 países. Um dos momentos mais marcantes e edição do acendimento da pira olímpica: quem fez as honras de Yoshinori Sakai, nascido em 6 de agosto de 1945, em Hiroshima - no mesmo dia que uma bomba atômica devastou a cidade.

Abertura e competições

Prevista às 8h (horário de Brasília) desta sexta-feira (23) e com duração de cerca de três horas, um horário tradicional de abertura dos Jogos Olímpicos sofrerá mudanças em Tóquio, causadas pela emergência sanitária. Além da proibição de venda de ingressos, algumas delegações (incluindo uma brasileira) necessariamente enviar menos atletas para a menção em que a Pira Olímpica é acesa.

Nesta quinta-feira (22), o Comitê Olímpico do Brasil (COB) confirmou que o levará apenas quatro pessoas para o número mínimo exigido de atletas e oficiais: os porta-bandeiras Bruno Rezende (voleibol) e Ketleyn Quadros (judô), o chefe de Missão Tóquio 2020, Marco La Porta, e um oficial administrativo. De acordo com o COB, "a decisão foi tomada levando-se em consideração a segurança dos atletas brasileiros em cenário de pandemia, minimizando riscos de contaminação e contato próximo".

O imperador Naruhito irá declarar a abertura das competições. A ordem dos desfiles das delegações da abertura dos Jogos Olímpicos também será particular. Ela seguirá, na maioria dos casos, a ordem do alfabeto japonês katakana. Com isso, logo após a Grécia (que, tradicionalmente, é a primeira equipe a desfilar) e a Equipe Olímpica de Refugiados, entrarão no Estádio Olímpico a delegação da Islândia (Aisurando em japonês), Irlanda (Airurando) e Azerbaijão (Azerubaijão). As exceções ficarão com as três últimas equipes a entrarem: Estados Unidos, França e Japão - que fecha a parada das nações). O Brasil será a 152º delegação a entrar no desfile.

A lista de comitês olímpicos participantes conta também com o Time Olímpico de Refugiados, formado por pessoas que não podem competir pelo país de origem e por isso, defensor de uma bandeira do Comitê Olímpico Internacional (COI). O Comitê Olímpico Russo traz uma delegação de atletas da Rússia proibidos de competirem com a bandeira e o nome do país (nem o hino russo pode ser criado) devido a punições por parte da Agência Mundial Antidopagem (WADA) e da Corte Arbitral do Esporte (CAS )

Além da Rússia, mais um país filiado ao COI não participará dos Jogos de Tóquio: a Coreia do Norte, que anunciou a desistência por causa da pandemia da Covid-19. Com isso, o número de bandeiras representadas nas competições será menor do que na Rio 2016, que teve 205 países, o tempo de refugiados e a equipe de Atletas Olímpicos Independentes (formados por atletas do Kuwait, punido à época pelo COI).

Dentro das competições, Tóquio 2020 (mesmo com o adiamento de um ano, o nome oficial do evento continua referente ao ano passado) tem a expectativa de receber, ao todo, mais de 11 mil atletas de 204 países.

(Agência Brasil)


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