Time brasileiro em Tóquio tem 80% dos esportistas com Bolsa Atleta

Sonhar, acreditar e treinar muito ... Participar de uma olimpíada sempre foi o objetivo de vida da judoca Ketleyn Quadros.

Time brasileiro em Tóquio tem 80% dos esportistas com Bolsa Atleta Foto: Tóquio 2020

Time brasileiro em Tóquio tem 80% dos esportistas com Bolsa Atleta

Esporte Por: Alexandre Branco - 24/07/2021

Sonhar, acreditar e treinar muito ... Participar de uma olimpíada sempre foi o objetivo de vida da judoca Ketleyn Quadros. E mais do que obter uma vaga, ela fez história no esporte olímpico do Brasil ao ser a primeira mulher brasileira a conquistar uma medalha em um esporte individual. O feito ocorrido em 2008, nas Olimpíadas de Pequim, na China. Ela trouxe o bronze na categoria de nível. “Eu sempre me preparei muito forte para estar dentro de uma Olimpíada. Poder participar e voltar sendo medalhista, não tem como definir tamanha emoção”, relembra um atleta.

De lá para cá já se passou 13 anos e essa brasiliense de 33 anos subiu de categoria e conquistou títulos nacionais e internacionais. Já são 33 medalhas em eventos do Circuito Mundial da Federação Internacional de Judô. Agora, nas Olimpíadas de Tóquio, pretende colocar o Brasil no pódio na categoria meio-médio.

Bolsa atleta

O sucesso no esporte que a judoca Ketleyn vem conquistando conta com a ajuda do Bolsa Atleta, um programa de patrocínio individual do Governo Federal. Em Tóquio, uma lista de contemplados pelo programa promovido pela Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania reúne 242 nomes, 80% dos 302 inscritos pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB).

Em 19 das 35 modalidades em que o país terá representantes, 100% dos atletas fazem parte do programa que ajuda nos treinos, equipamentos, viagens e competições.

A lista de contemplados pelo Bolsa Atleta em Tóquio inclui 88 atletas da categoria mais alta, um Pódio, voltada para esportistas que se destacam entre os 20 melhores do ranking mundial de suas modalidades e que prevê repasses mensais que variam de R$ 5 mil a R$ 15 mil. Outros 62 pertencentes à categoria olímpica, destinada a quem já participa de alguma edição dos Jogos e segue com resultados expressivos. Há, ainda, 69 da categoria Internacional e 23 da Nacional.

Em 2021, o Governo divulgou a lista de contemplados com o Bolsa Atleta com 7.471 atletas diretamente patrocinados, a maior da história, garantidos por uma previsão orçamentária da Secretaria Especial do Esporte de R$ 145 milhões, de acordo com o Ministério da Cidadania.

Sonho olímpico

Quem também recebe o incentivo do Bolsa Atleta e é promessa de medalha é o remador Lucas Verthein que participa pela primeira vez de uma Olimpíada. Com 23 anos, ele pratica o esporte há oito anos e será o único representante do país na modalidade. A vaga veio após a conquista da Regata Continental de Qualificação Olímpica, disputada em março de 2021 na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro.

“Fico feliz em saber que após tanto tempo, o Brasil consegue demonstrar que podemos ser uma potência nesse esporte, consequentemente trazer mais praticante para conhecer, não só no nível de elite, mas também no nível de laser, que é um esporte que não tem outro igual, posso te falar isso ”, disse o atleta. Lucas Verthein ainda é integrante do Programa de Atletas de Alto Rendimento das Forças Armadas, como representante da Marinha.

Outro estreante nas Olimpíadas é Vitor Ishiy, de 25 anos, no tênis de mesa. Ele também recebe incentivo do Bolsa Atleta. Nos últimos anos, o mesatenista subiu mais de 60 posições no ranking, chegou ao topo 100, tornou-se o terceiro melhor brasileiro na listagem da Federação Internacional (atual 59º) e se consolidou na formação titular da seleção.

Em Tóquio, realiza um sonho que alimenta desde criança. “Eu me lembro que quando era pequeno, assisti pela TV os jogos e me imaginei representando o Brasil, antes mesmo de praticar uma modalidade. Era um sonho de criança defender nossa bandeira. Em 2016, eu tive a oportunidade de assistir, de torcer, pessoal, o basquete feminino, o voleibol feminino e o tênis de mesa. E hoje, em 2021, podemos realizar esse sonho de representar o Brasil”, disse. “Eu me sinto feliz, muito emocionado. É muito especial para mim, principalmente pelo momento que todos nós estamos passando e pelo fato de ser no, por conta da minha descendência”, ressaltou.

Investimento

De acordo com o Ministério da Cidadania, o Governo Federal é o maior investidor do Brasil no esporte olímpico e paralímpico de alto rendimento. Por meio do tripé formado pela Bolsa Atleta e Bolsa Pódio, pela Lei de Incentivo ao Esporte e pela Lei das Loterias, são investidos anualmente R$ 745 milhões no esporte brasileiro para garantir que os atletas treinam como melhores condições de se preparar para defender o país em megaeventos como os Jogos Olímpicos e Paralímpicos.

Paralelamente, o Programa de Alto Rendimento das Forças Armadas investe cerca de R$ 38 milhões anualmente em 540 atletas, que contam com os direitos da carreira militar e respaldo adicional para uma preparação esportiva. Dos 540, 91 estão classificados para os Jogos Olímpicos, em 21 modalidades: 44 pertencentes a Marinha do Brasil, 26 ao Exército Brasileiro e 21 à Força Aérea Brasileira.


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