Brasil encerra Olimpíada com seu melhor desempenho de todos os tempos

Por diversas óticas, o resultado no Japão representa um marco, um avanço cinco anos após sediar o evento.

Brasil encerra Olimpíada com seu melhor desempenho de todos os tempos Foto: Divulgação

Brasil encerra Olimpíada com seu melhor desempenho de todos os tempos

Esporte Por: Alexandre Branco - 08/08/2021

A campanha brasileira na Olimpíada de Tóquio terminou com a melhor performance do país em uma edição de Jogos Olímpicos. Por diversas óticas, o resultado no Japão representa um marco, um avanço cinco anos após sediar o evento.

O quadro de medalhas mostrado o Brasil em 12º lugar, melhor classificação na história. Em 2016, a posição final do país foi 13º.

Segundo o critério de distribuição de medalhas de acordo com o naipe, o Brasil também superou a campanha em casa, até então a melhor em Jogos Olímpicos. A delegação conquistou exatamente a mesma quantidade de ouros e pratas que há cinco anos (sete ouros e seis pratas), mas obteve dois bronzes a mais (oito a seis).

Estes dois bronzes foram a diferença também para registrar o maior número total de pódios do país em uma edição olímpica. Foram 21, contra 19 no Rio.

“Entregamos o que tínhamos como meta, que era superar o Rio 2016. Estar em 12° lugar no mundo, numa competição com 206 países, é um índice importante. Tenho convicção de que o trabalho foi feito com muito gosto, vontade e determinação. Entregamos o que tínhamos como meta, e estamos tentando com o resultado”, disse o presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Paulo Wanderley, em entrevista coletiva.

Além de uma quantidade nunca antes vista, muitas das conquistas do Brasil representam também feitos impressionantes ou inéditos.

Rebeca Andrade, da ginástica artística, foi a primeira mulher brasileira a subir duas vezes no pódio em uma mesma Olimpíada (foi ouro no salto e prata no individual geral).

O tênis, com a dupla formada por Luísa Stefani e Laura Pigossi, trouxe o bronze, primeira medalha olímpica da história da modalidade para o Brasil.

Em alguns casos, atletas brasileiros participaram de momentos memoráveis ​​dos Jogos. Alison dos Santos conquistou o bronze nos 400 metros com barreiras, em uma prova em que os três primeiros anteriores superaram o antigo recorde olímpico.

No total, 13 modalidades diferentes medalharam para o País, outra marca inédita.

Segundo dados divulgados pelo COB, o investimento para a Missão Tóquio 2020 ultrapassou os R $ 46 milhões. Agora, as premiações pelas medalhas chegarão a R$ 4,6 milhões.

“Nossa preparação para Tóquio começou em 2013, com um custo total aproximado de R$ 65 milhões, sendo R $ 46 milhões esse ano. Esse custo teve o impacto do enfrentamento à pandemia [de Covid-19] e também uma variação cambial do dólar e o euro que trouxe grande impacto para a nossa organização. E nós temos entregado os resultados esportivos. Foi assim no Pan de Lima, nos Jogos Mundiais de Praia, em Doha, e foi assim em Tóquio ”, revelou o diretor-geral do COB, Rogério Sampaio.

O Comitê Olímpico também divulgou que chegou ao fim dos Jogos sem nenhum caso de Covid-19 na delegação. Segundo informações do Comitê, dos 317 atletas que defenderam do país em Tóquio, 303 recebeu pelo menos uma dose da vacina contra doença e 259 recebeu as duas.

(Da Redação)


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