Em 10 anos assassinatos de índios aumenta 21,6%

Estudo pela primeira vez apresenta dados em relação a pessoas com deficiência.

Em 10 anos assassinatos de índios aumenta 21,6% Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Em 10 anos assassinatos de índios aumenta 21,6%

Geral Por: Natalie Gallacci - 31/08/2021

O índice de assassinatos de índios aumentou em 21,6% nos últimos dez anos, segundo a edição 2021 do Atlas da Violência, publicado hoje (31/08). Foram registrados 2.074 assassinatos de índios, entre os anos de 2009 e 2019, indica a edição produzida pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em conjunto com o Instituto Jones dos Santos Neves e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

A quantidade apontada pela pesquisa foi obtida especialmente com base no estudo dos dados do Sistema de Informações referente a Mortalidade (SIM) e do Sistema de Informações de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde, no momento antes da pandemia de COVID-19. A primeira pesquisa do Atlas da Violência sobre os homicídios de índios apresentou que as taxas de assassinatos de índios cresceram nos últimos dez anos ao contrário da taxa brasileira, que alcançou seu auge em 2017, com 31,6 por 100 mil, diminuindo nós dois anos seguidos.

De acordo com o estudo, a taxa de assassinatos de índios saiu de 15 por 100 mil pessoas em 2009 para 18,3 por 100 mil em 2019. A tava de assassinato para o Brasil era 27,3 por 100 mil pessoas em 2009 e caiu para 21,7 por 100 mil em 2019.

Uma atualidade da edição deste ano é a pesquisa em relação a violência contra pessoas com deficiência. Em 2019, foram registrados 7.613 casos de agressão contra pessoas com deficiência. Esses números consideram as pessoas que mostravam pelo menos um dos quatro tipos de deficiência (visual, física, auditiva ou intelectual).

Segundo a pesquisa, foram descobertas taxas notáveis de agressão contra pessoas com deficiência intelectual (36,2 notificações para casa 10 mil pessoas com a deficiência), especialmente mulheres, no momento em que são compradas à população com demais tipos de deficiência.

De acordo com os cientistas, essa sobretaxa está relacionada, em alguma medida, as denúncias de casos de violência sexual. Os índices de denúncias de violência contra as mulheres são o dobro em comparação com os homens, com exceção de pessoas com deficiência visual.

A violência doméstica correspondia mais de 58% das denúncias de violência contra pessoas com deficiência em 2019, para a mulher é ainda maior (61%). Já em relação a faixa etária, de maneira geral, a maior concentração de denúncias é para vítimas de 10 a 19 anos, diminuindo mais ou menos só poucos de acordo com o aumento da idade. Os responsáveis pela pesquisa ressaltam que existem mais casos denunciados de violência contra as mulheres (4.540) do que contra os homens (2.572), com exceção da faixa etária até 9 anos (293 contra 332).

No que se refere aos tipos de violência, o abandono/negligência, presente em 29% dos casos, se centraliza entre idosos (73%, de pessoas com 80 anos ou mais) e crianças de até 9 anos (52%).


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