Talibã anuncia que o Afeganistão voltará a ter execuções e amputações, como forma de punição

De acordo com o Ministro das Prisões, Nooruddin Turabi, em uma entrevista concedida a Associated Press, “cortar mãos é muito necessário para a segurança”.

Talibã anuncia que o Afeganistão voltará a ter execuções e amputações, como forma de punição Foto: Felipe Dana/AP

Talibã anuncia que o Afeganistão voltará a ter execuções e amputações, como forma de punição

Geral Por: Thiago Silva - 25/09/2021

Desde seu regresso ao poder no dia 15 de agosto, após 20 anos, o Talibã vem recolocando suas leis e formas de governar que estavam em vigor na primeira estada do governo fundamentalista no Afeganistão, entre os anos de 1996 a 2001, sendo interrompido com a invasão e tomada de poder dos EUA na chamada “Guerra ao Terror”, controlando o país até 2021.

Em entrevista à Associated Press, o Ministro das Prisões anunciou que retomará todas as punições aos infratores, criminosos e oposicionistas do governo, mas que desta vez não será publicamente como antes. Dentre as punições, estão as amputações e execuções.

Nooruddin Turabi tem 60 anos, e foi na primeira passagem do Talibã no poder, Ministro da Justiça e chefe do Ministério da Propagação da Virtude e Prevenção do Vicio, ele também é um dos fundadores do Talibã e o principal executor da lei islâmica seguido por eles. Na entrevista ele ainda advertiu que ninguém deve interferir no novo regime afegão: “Ninguém nos dirá quais devem ser as nossas leis. Seguiremos o islã e faremos nossas leis respeitando o Corão”, afirmou.

Está mais que claro que, Turabi e o governo Talibã, não se importam ou se incomodam com a opinião do mundo sobre a forma que eles governam, e desde que o grupo reassumiu a posição no país, a comunidade internacional acompanha de perto a situação. Já são inúmeras mortes, perseguições e opressões do atual governo aos contrários da política fundamentalista, inclusive neste sábado (25), corpos de possíveis sequestradores, abatidos pelo talibã, foram pendurados por um guindaste para servir de lição e aviso de que o sequestro não tolerado.

Na entrevista que deu a AP, Turabi aceitou ser entrevistado por uma mulher, evidenciando, segundo ele, as mudanças em relação ao passado do grupo. Ele ainda explicou que a base jurídica do Afeganistão será o Corão e que desta vez, as mulheres, também irão julgar os casos.


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