Fim da pandemia é questão de “vontade política”, afirma OMS

Tedros Adhanom disse não se tratar mais de tecnologia ou ciência.

Fim da pandemia é questão de “vontade política”, afirma OMS Foto: Reprodução BBC

Fim da pandemia é questão de “vontade política”, afirma OMS

Geral Por: Thiago Silva - 12/11/2021

Em participação no Fórum da Paz de Paris nesta quinta-feira (11), o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, reforçou que o fim da pandemia não está mais centrado na questão de evolução tecnológica ou científica.

“É uma questão de vontade política e incentivo”, afirmou.

“Quando a pandemia vai acabar? Talvez esse seja o centro da questão. A resposta é: a pandemia vai acabar quando o mundo decidir acabar com ela”, assegurou o representante da OMS.

“Mais de 80% das vacinas já entregues no mundo foram para os países do G20. Então, 20 países concentram mais de 80% das 7 bilhões de doses. Especialmente a África é um continente que foi afetado muito seriamente pela ineficiência na distribuição das vacinas. É uma cobertura vacinal média de 5% neste momento; é muito baixa”, lamentou.

Em uma sala de debates sobre “governança na saúde para combater a Covid-19 e prevenir futuras pandemias”, Tedros afirmou que a desigualdade vacinal é “epidemiológica, econômica e moralmente errada”. Segundo ele, foi por isso que a OMS e seus parceiros estabeleceram a meta de atingir uma cobertura vacinal de 40% da população até o final deste ano.

A Organização pediu que governos com alta cobertura vacinal compartilhassem doses e mudassem o cronograma de entrega imunização, mas teve poucos sinais de auxílio.

“Houve uma reunião ontem organizada pelo secretário Blinken Antony Blinken, dos EUA, e por ministros de Relações Internacionais, e eles concordaram em acompanhar os planos para garantir que a meta de 40% seja atingida. Eu acredito que esse tipo de empurrão será importante”, reforçou Tedros Adhanom.

Com o mundo registrando sete mil mortos por dia em média, o diretor-geral da OMS demonstrou preocupação e assegurou que a saída para as estatísticas é a união global.

“Nenhum país com alta cobertura vacinal vai acabar essa pandemia sozinho, só quando todos os indivíduos estiverem seguros. Espero que o mundo todo diga basta, porque estamos realmente fartos deste vírus”, finalizou.

(Informações de PN)


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