Em 98 anos de existência, Interpol pode ter o 1° brasileiro em sua vice-presidência

Delegado da Polícia Federal, Valdecy Urquiza disputa a vaga com candidatos da Colômbia e de Trinidad e Tobago.

Em 98 anos de existência, Interpol pode ter o 1° brasileiro em sua vice-presidência Foto: Otavio Conci

Em 98 anos de existência, Interpol pode ter o 1° brasileiro em sua vice-presidência

Geral Por: Thiago Silva - 23/11/2021

Quase um século após sua criação, a Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) pode ter pela primeira vez um representante brasileiro na vice-presidência do Comitê Executivo. O delegado de Polícia Federal Valdecy Urquiza Júnior disputa a vaga com candidatos da Colômbia e de Trinidad e Tobago.

A eleição está marcada para a próxima quinta-feira (25), quando representantes dos países-membro vão se reunir pela primeira vez desde o início da pandemia em Istambul, na Turquia, para participar de uma versão encurtada da Assembleia Geral – que, em condições normais, é convocada anualmente.

Ao todo, 194 nações integram hoje a Interpol em um esforço coletivo para oferecer resistência a crimes transnacionais. Sem uma perspectiva concreta para o fim da crise sanitária, alguns países decidiram não enviar delegações ao evento, o que deve reduzir o universo de participantes a 160 nações, aumentando o peso de cada voto.

O Comitê Executivo da Interpol é responsável por indicar, a cada cinco anos, o secretário-geral da organização. Há também outras atribuições estratégicas, como a definição do orçamento, das metas a serem priorizadas a cada gestão e das diretrizes de fiscalização das atividades.

“De fato, o poder da organização vem desse conselho. Isso porque todos os países participam da organização em um espírito de cooperação multilateral, mas evidentemente que cada um tem sua agenda prioritária”, explicou Urquiza Júnior, em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo.

Entre os pares, o delegado é visto como alguém que tem uma “visão global” do trabalho das polícias. Além de ter comandado o escritório central da Interpol no Brasil, entre 2015 e 2018, também liderou uma equipe de 60 policiais, de diferentes nacionalidades e espalhados em seis países, enquanto chefiou a Diretoria de Crime Organizado.

“Esses trabalhos deram uma projeção não só ao Brasil, mas também a mim enquanto delegado de Polícia Federal. A experiência em Lyon [na Diretoria de Crime Organizado] fez com que eu mantivesse, ao longo desse período todo, uma articulação muito forte com os diversos países que são membros da organização”, afirma.

Desde 2018, o Brasil é representado no Comitê Executivo pelo delegado de Polícia Federal Rogério Galloro no posto de delegado para as Américas. O fim do mandato, no entanto, coincide com as eleições na próxima Assembleia Geral. A PF apostou na candidatura de Urquiza como uma estratégia para manter a participação do país no conselho.

(Informação do PN)


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