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Em São Paulo, acidente em obra do metrô causa inundação de túnel

Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), todas as pistas no sentido da rodovia Ayrton Senna precisaram ser interditadas.

Em São Paulo, acidente em obra do metrô causa inundação de túnel Foto: Reprodução / TV Globo

Em São Paulo, acidente em obra do metrô causa inundação de túnel

Geral Por: Alexandre Branco - 01/02/2022

Um acidente nas obras da Linha 6 - Laranja do Metrô provocou o desabamento de parte da pista da Marginal Tietê, na zona norte da capital paulista, próximo a ponte da Freguesia do Ó nesta terça-feira (1). Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), todas as pistas no sentido da rodovia Ayrton Senna precisaram ser interditadas.

Segundo o Corpo de Bombeiros, durante as escavações com o “tatuzão”, máquina responsável por abrir os túneis subterrâneos do metrô, uma adutora foi atingida ou talvez o próprio leito do Rio Tietê. O acidente provocou a inundação da obra.

Ainda de acordo com os bombeiros, todos os trabalhadores conseguiram deixar o local. Apenas dois, que tiveram contato com a água contaminada foram socorridos por precaução. A Linha 6 está sendo construída em parceria público-privada entre o governo do Estado e o grupo espanhol.

Secretaria

A Secretaria Estadual de Transportes Metropolitanos informou que assim que tomou conhecimento do acidente no poço de ventilação da Linha 6, determinou o isolamento da área e enviou uma equipe para acompanhar a apuração das causas do acidente.

A empresa Acciona e o consórcio Linha Uni, responsáveis pelas obras, informaram, por nota, que houve o rompimento de uma adutora coletora de esgoto. Técnicos foram enviados ao local para apurar a situação. “Todas as medidas de contingência já foram tomadas. Parte do asfalto da Marginal Tietê cedeu e, por questão de segurança, a pista está parcialmente interditada”.

Não foi o tatuzão

A tuneladora – ou tatuzão, como é chamada popularmente – equipamento que escavava a linha 6 Laranja do Metrô de São Paulo, não se chocou com a rede coletora de esgoto que rompeu na manhã desta terça-feira (1º) e causou o desmoronamento de parte da Marginal Tietê, na capital paulista. Segundo o presidente da Acciona, empresa concessionária responsável pela construção e operação da linha, o equipamento estava a 3 metros dos dutos.

“Não houve nenhum choque entre o tatuzão ou tuneladora com as redes, as coletoras ou adutoras. Nós estamos buscando a causa [do rompimento] agora. Provavelmente tenha a ver com a chuva, com erosões, porque a tuneladora estava a três metros dessa coletora. Não houve nenhum choque”, disse André de Ângelo, presidente da empresa.

O rompimento dos dutos de esgoto inundou o túnel do metrô em construção e desestabilizou o solo, causando o desmoronamento que atingiu a via local da Marginal Tietê, no sentido da rodovia Ayrton Senna. Quatro pessoas foram atendidas pelo serviço médico, mas passam bem.

De acordo com o presidente da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), Benedito Braga, a empresa já conseguiu desviar parcialmente o fluxo de esgoto que estava inundando o túnel do metrô. “Nesse momento, a quantidade de esgoto que chega aqui é bem menor do que chegava pela manhã. A situação não representa grande problema nesse momento. Até o final do dia, essa questão do esgoto vai estar resolvida”, disse.

A Marginal Tietê, no trecho atingido, tem três vias: a local, a central e a expressa. No momento, somente a via expressa está liberada para o tráfego. A via local, atingida diretamente pelo desmoronamento, permanecerá bloqueada. Já a pista central poderá ser liberada nas próximas horas, após autorização da empresa Comgás, já que dutos de gás passam sob a via.

“Nessa via passa uma tubulação da Comgás, e a empresa só em 24 horas faria essa liberação. Uma vez fechado o gás lá e verificado que não tem mais nenhuma instabilidade no solo, a gente poderá liberar a pista central”, destacou o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes.

O governador de São Paulo, João Doria, determinou que a concessionária Acciona aponte com agilidade as causas do acidente. Segundo o governador, a empresa deverá elaborar ainda, em conjunto com a prefeitura de São Paulo, uma solução para normalizar o trânsito na marginal. “É a prioridade número um”, afirmou Doria.

O governador confirmou que a Acciona será cobrada para que as obras da Linha-6 possam ser retomadas no menor prazo possível. Segundo ele, o objetivo do governo é que o cronograma da obra seja mantido em relação a prazos, mas com prioridade para a segurança.

(Com informações da Agência Brasil)


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