Maria Claro abre-se para nova fase ao completar 28 anos de fundação

Até o ano de 2020 chamada de “Creche Maria Claro", entidade, que está entre as mais reconhecidas de Sorocaba, passou oficialmente a chamar-se “Instituto Maria Claro".

Maria Claro abre-se para nova fase  ao completar 28 anos de fundação Foto: Eduardo Valentim - Cria da Casa

Maria Claro abre-se para nova fase ao completar 28 anos de fundação

Geral Por: Alexandre Branco - 05/06/2021

Até o ano de 2020 chamada de “Creche Maria Claro", entidade, que está entre as mais reconhecidas de Sorocaba, passou oficialmente a chamar-se “Instituto Maria Claro". O processo de mudanças segue ao longo de 2021 e não está apenas na razão social. Está em todos os processos internos, externos e, principalmente, na razão de existir e atender crianças e adolescentes com deficiências diversas, oferecendo atendimento especializado e de qualidade.

Quem conhece o Instituto Maria Claro vai acompanhar ações voltadas ao real sentido do que a entidade realiza ao assistir crianças, dos seis meses de idade, até os 16 anos. São oferecidos tratamentos gratuitos em várias áreas como Fisioterapia, Psicologia, Fonoaudiologia, Hidroterapia e Terapia Ocupacional. E se o conceito não é o de creche, também não está restrito ao funcionamento de uma clínica. A instituição mostra um envolvimento real com o contexto social e humano em cada atendimento, o que inclui o suporte às famílias das crianças atendidas, especialmente aquelas em situação de vulnerabilidade social, conforme destaca Lilia Antunes Grosso, presidente do Instituto.

Campanhas e atividades valorizaram essas forças e o reconhecimento dos colaboradores. “Queremos abranger novos meios, como as redes sociais, Nota Fiscal Paulista e, principalmente, acessar as empresas. Também queremos incentivar que mais pessoas sejam contribuintes de forma recorrente para garantir um fluxo sustentável de recursos para o Instituto”, adianta a presidente.

Estrutura atual

Além de receber crianças e adolescentes portadores de necessidades especiais e atendê-los com os tratamentos específicos, o Instituto acolhe e garante suporte psicossocial às famílias. Para conseguir oferecer os tratamentos com qualidade e de maneira gratuita, o instituto necessita de recursos provenientes de órgãos públicos, via convênios com prefeituras, e, também, de recursos privados, como doações, renda de eventos e venda de produtos. Essas vendas e eventos acontecem por meio de mais de 60 voluntários ativos no Instituto Maria Claro.

Já a equipe que trabalha diretamente no Instituto é composta por 63 pessoas, sendo a maior parte nos atendimentos de saúde e educação. Além dos tratamentos que o Instituto fornece, há ainda o Programa de Estimulação Precoce (PEP), que tem o objetivo de estimular e promover o desenvolvimento de crianças de zero a cinco anos de idade. Este atendimento é considerado muito importante, devido ao maior potencial de desenvolvimento que as crianças com atraso no desenvolvimento podem alcançar nestes primeiros meses de vida. Este e todos os demais atendimentos, são fornecidos pelo Instituto Maria claro de maneira totalmente gratuita.

O reposicionamento público do Instituto Maria Claro também se dá em um dos momentos mais desafiadores que o terceiro setor tem vivido desde março de 2020. Com a pandemia do coronavírus, a entidade enfrenta a redução das doações e teve que suspender todos os eventos presenciais que são essenciais para levantamento de recursos financeiros. Os atendimentos às crianças e jovens continuam, embora tenham sofrido uma redução devido às restrições causadas pela pandemia.

Mesmo com essas dificuldades, o instituto também tem usado os desafios para se reinventar. Os profissionais se adaptaram a novas técnicas e introduziram parte dos atendimentos de maneira remota. Com tudo isso, as expectativas são de expansão. “Nosso grande projeto é dobrar o número de crianças que atendemos até 2023, passando de cento e cinquenta, para trezentas crianças, além de introduzir novas terapias no Instituto”, destaca a presidente, Lilia Antunes Grosso.

(Por Inaiê Mendonça – Agência Focs – Jornalismo Uniso)


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