Polícia Civil e Ministério Público realizam operação interestadual “Trapos de luxo”

Operação foi deflagrada nos estados do Paraná e Santa Catarina revela grupo criminoso estruturado e de perfil empresarial, responsável por furtos ocorridos nos últimos meses na região de Presidente Prudente.

Polícia Civil e Ministério Público realizam operação interestadual “Trapos de luxo” Foto: Divulgação Policia Civil

Polícia Civil e Ministério Público realizam operação interestadual “Trapos de luxo”

Polícia Por: Thiago Silva - 22/10/2021

A Polícia Civil da região de Presidente Prudente SP, deflagrou na manhã de quinta-feira (21), com apoio do Ministério Público do Estado de São Paulo, a Operação de Polícia Judiciária denominada Trapos de Luxo. O nome da operação decorre da denominação de uma pessoa jurídica criada pelo grupo para distribuir roupas de grife em vários Estados, principalmente a partir de Paraná e Santa Catarina. A empresa atualmente está desativada.

O trabalho de investigações policiais foi concentrado em Inquérito Policial da Delegacia de Polícia de Junqueirópolis SP, que contou com fragmentos de inteligência e de investigações da Delegacia de Polícia de Presidente Epitácio. Em ambas as Comarcas ocorreram grandes furtos a esse tipo de estabelecimento comercial, além de outras incursões do grupo criminoso nas cidades de Presidente Venceslau, Rancharia, Teodoro Sampaio, Santo Anastácio e Pacaembu, todas cidades do interior paulista. Em somente uma das lojas o prejuízo ultrapassou R$ 200 mil reais e em outra foram subtraídas 400 calças de uma marca. No Município de Junqueirópolis o mesmo grupo praticou dois furtos.

Além de definir o perfil empresarial, a seleção de vítimas e tipo de roupas de interesse no Oeste Paulista, as investigações da Polícia Civil, que perduraram 7 meses e envolveu tecnologia e emprego de diligências em três Estados, também identificaram que crimes idênticos e arquitetados pelo mesmo “grupo criminoso empresarial” foram praticados em Jaguariaíva, no Paraná e Turvo, em Santa Catarina.

As investigações ainda revelaram que a maior parte do material subtraído é reintroduzido na economia formal e que todas as roupas eram comercializadas e adquiridas por pessoas comuns, por meio de outros estabelecimentos. Parte das roupas eram distribuídas ainda para comércio nas denominadas feiras de praia, especialmente em Itapema-SC, região de meia praia e Balneário Camboriú SC.

Em um condomínio de Curitiba, policiais civis localizaram roupas subtraídas de uma das lojas da região de Presidente Prudente. No local, duas mulheres foram presas, o que causou surpresa em alguns moradores que não desconfiavam da rotina do grupo.

As ações foram realizadas por 40 policiais civis da região de Presidente Prudente, nas cidades de Curitiba-PR; Fazenda Rio Grande-PR; Rebouças-PR; Rio Azul-PR, Itapema-SC e Canoinhas-SC e são coordenadas a partir do DEINTER 8 de Presidente Prudente.

Até o momento uma parcela das mercadorias foram recuperadas (cerca de 300 peças de roupas e acessórios), foi apreendido um veículo utilizado pelo grupo criminoso nos deslocamentos a região de Presidente Prudente, assim como estão sendo rastreados bens para cumprir a atual pauta da Polícia Civil de recuperação de ativos.

As provas angariadas na operação serão compartilhadas para o completo suporte probatório de todos os Inquéritos Policiais e consequentes instruções processuais pertinentes às infrações criminais perpetradas pelo grupo nos 3 Estados.

Cinco pessoas foram presas na ação (três homens, por prisão temporária decretada pelo Poder Judiciário de Junqueirópolis e duas mulheres em flagrante delito). Outras duas pessoas permanecem foragidas.


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