Fraudes em hospital de campanha em Fortaleza são investigados pela Polícia Federal

Em torno de 35 Policias Federais e 8 servidores da Controladoria-Geral da União estão cumprindo sete mandatos de busca e apreensão.

Fraudes em hospital de campanha em Fortaleza são investigados pela Polícia Federal Foto: Polícia Federal

Fraudes em hospital de campanha em Fortaleza são investigados pela Polícia Federal

Polícia Por: Natalie Gallacci - 23/08/2021

Foi iniciado pela Polícia Federal hoje (23/08) a Operação Cartão Vermelho 2, para desarticular um grupo investigado devido a desvio de recursos públicos federais, fraude em procedimento de dispensa de licitação e crimes de corrupção. As irregularidades foram localizadas no hospital de campanha instalado para socorrer pacientes da COVID-19, no Estádio Presidente Vargas, em Fortaleza (CE).

Em torno de 35 Policias Federais e 8 servidores da Controladoria-Geral da União (CGU) estão cumprindo sete mandados de busca e apreensão, na casa dos investigados, em Brasília e Fortaleza. A operação pretende instruir inquérito policial que investiga evidencias de comportamento criminoso de servidores públicos, dirigentes de organização social sediada em São Paulo, empregada para gestão do hospital de campanha, e empresários. Conforme disse a Polícia Federal em um comunicado: “As investigações tiveram início em 2020 e, a partir dos dados coletados e analisados pela PF e CGU na primeira fase da Operação Cartão Vermelho, deflagrada em novembro de 2020, foram reforçados indícios de conluio entre os investigados para direcionar escolha de organização social, com pagamentos superfaturados, transações com empresas de fachada, desvio de recursos públicos federais e enriquecimento ilícito dos investigados”.

As análises permanecem com a investigação dos objetos apreendidos na operação policial e do fluxo financeiro dos acusados. Os suspeitos poderão responder, na medida de suas obrigações, pelos crimes de ordenação de despesa não autorizada por lei, peculato, organização criminosa e crimes de fraude à licitação, e, caso condenados, poderão cumprir condenações de até 33 anos de cárcere.


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