CREDN aprova Acordo de Cooperação em Defesa Brasil Israel

A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN) da Câmara dos Deputados aprovou, na quarta-feira (3) o Acordo de Cooperação em Questões Relacionadas à Defesa, assinado em Jerusalém, em 31 de março de 2019.

CREDN aprova Acordo de Cooperação em Defesa Brasil Israel Foto: Divulgação

CREDN aprova Acordo de Cooperação em Defesa Brasil Israel

Política Por: Alexandre Branco - 03/06/2021

A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN) da Câmara dos Deputados aprovou, na quarta-feira (3) o Acordo de Cooperação em Questões Relacionadas à Defesa, assinado em Jerusalém, em 31 de março de 2019. Com parecer do deputado Aroldo Martins (Republicanos-PR), o texto foi alvo de um amplo debate que incluiu os recentes conflitos entre Israel e o Hamas, movimento de resistência islâmica que controla a Faixa de Gaza.

Martins assegurou que o acordo trará inúmeros benefícios às Forças Armadas Brasileiras e à Base Industrial de Defesa (BID). Segundo ele, o instrumento “contribuirá para o estabelecimento de um novo patamar de relacionamento entre Brasil e Israel, por meio da cooperação nos campos relacionados à defesa, com ênfase no intercâmbio de tecnologias, treinamento, visitas de navios e aeronaves militares, visitas mútuas de alto nível de delegações, bem como na facilitação de iniciativas comerciais relacionadas a materiais e serviços”, explicou.

O relacionamento bilateral em Defesa entre Brasil e Israel é bastante sólido. A empresa Rafael Advanced Defense Systems, por exemplo, possui dois escritórios regionais comerciais no Brasil, em São Paulo e Brasília, e detém 40% de participação em empresa de manutenção, a Gespi Aeronáutica, localizada em São José dos Campos. Além disso, em meados de 2016, estabeleceu ‘joint venture’ na área de segurança cibernética com a empresa brasileira Stefanini.

Já a Israel Aerospace Industries (IAI), tomou a decisão estratégica de investir diretamente na indústria do Brasil há cerca de 12 anos, com o objetivo de atender tanto ao mercado interno como o regional e, hoje, conta com um escritório de representação no país.

O grupo Israel Aerospace Industries mantém, ainda, a IAI do Brasil - e tem participação em duas importantes empresas estratégicas de defesa brasileiras: a IACIT (São José dos Campos) e a AVIONICS Systems (São Paulo). No caso da IACIT, o grupo IAI possui, por meio de sua subsidiária ELTA, participação societária de 40% da empresa brasileira. Os outros 60% restantes permanecem com sócios brasileiros.

Aroldo Martins desatacou que “este acordo não guarda relação com questões ideológicas, mas com o interesse do Brasil em aprofundar o processo de modernização de suas Forças Armadas por meio da alta tecnologia, algo que trará, também, ganhos enormes para o desenvolvimento tecnológico nacional”, concluiu.

Em suas redes sociais, o deputado Eduardo Bolsonaro comemorou a aprovação e postou: “Aprovamos na CREDN o acordo de defesa Brasil-Israel. O Brasil só tem a ganhar com a troca de tecnologias, intercâmbio de conhecimentos e experiências, conhecimento e desenvolvimento de produtos de defesa e etc, com esta que é das tropas mais ativas do mundo, pois é a que mais sofre com ataques terroristas. Além disso, apenas PT, PSOL e PCdoB posicionaram-se contra, o que é mais um indicativo de que o acordo é algo bom”.

Na postagem, Eduardo Bolsonaro colocou os nomes dos deputados que votaram a favor e contra.

(Da Redação, com informações da assessoria de comunicação e imprensa da CREDN)


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