TRF mantém prisão preventiva de Sergio Cabral, ex-governador do Rio de Janeiro

Decreto responde a solicitação da defesa referente à Operação Eficiência.

TRF mantém prisão preventiva de Sergio Cabral, ex-governador do Rio de Janeiro Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

TRF mantém prisão preventiva de Sergio Cabral, ex-governador do Rio de Janeiro

Política Por: Natalie Gallacci - 10/08/2021

Foi determinado pela Primeira Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), permanecer com uma das prisões preventivas na qual foi sentenciado Sergio Cabral, ex-governador do Rio de Janeiro. Os magistrados negaram a apelação da defesa de Cabral, ondem solicitavam a interrupção da prisão, determinada em 2017 no processo da Operação Eficiência, que é uma segmentação da Lava Jato. Cabral possui 20 condenações, passando de 350 anos de prisão somados.

Nesta operação, o ex-governador é indiciado por evasão de divisas, lavagem de dinheiro e corrupção passiva, elaboradas em um programa de propinas para beneficiar o empresário Eike Batista. Mais três prisões preventivas estão em vigor contra Cabral, uma delas por conta do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, outra pela Operação Calicute, também da Justiça Federal do Rio de Janeiro e uma na Justiça Federal do Paraná.

A defesa de Cabral declarou no pedido de cancelamento da prisão preventiva que o ex-governador teria ofertado contribuir para as investigações, sendo assim, não tendo razões para continuar preso, de acordo com o TRF2. Algumas das outras justificativas foi de que não apresenta perigo à ordem pública por estar fora do governo desde 2014 e não teria chance de fuga, levando em conta que seu passaporte está aprisionado. Segundo Simone Schreiber desembargadora e relatora do processo, a libertação do ex-governador pode sim, colocar em perigo à ordem pública, pois Cabral ainda poderia realizar influência política, mesmo que distanciado de mandatos eletivos. Schreiber reforçou a importância dos atos criminosos na qual ele é acusado, e declarou que ele foi acusado por ocupar posição de liderança de uma “organização criminosa de grande capacidade de organização e atuação”.


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