Trump pede renúncia de Biden após Talibã dominar o Afeganistão

O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump sugeriu neste domingo (15) que seu sucessor Joe Biden deveria renunciar após a vitória do Talibã no Afeganistão

Trump pede renúncia de Biden após Talibã dominar o Afeganistão Foto: Redes Sociais / Reprodução

Trump pede renúncia de Biden após Talibã dominar o Afeganistão

Política Por: Alexandre Branco - 16/08/2021

O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump sugeriu neste domingo (15) que seu sucessor Joe Biden deveria renunciar após a vitória do Talibã no Afeganistão, mas também por causa de sua má gestão de questões como a pandemia.

“É hora do desacreditado Joe Biden renunciar por permitir o que aconteceu no Afeganistão, mas também pelo aumento vertiginoso da Covid, o desastre na fronteira, a supressão de nossa independência energética e a paralisia de nossa economia”, escreveu o ex-republicano em comunicado.

Nesta segunda-feira (16), muitos de civis desesperados para fugir do Afeganistão lotaram o aeroporto de Cabul depois que o Talibã tomou uma capital, levando os militares norte-americanos a suspenderem os voos de saída de pessoal, no momento em que aumentam as críticas à retirada militar dos Estados Unidos.

Multidões lotaram o aeroporto tentando escapar, incluindo algumas pessoas que se agarraram a um avião de transporte militar dos EUA que taxiava na pista, de acordo com imagens publicadas por uma empresa de mídia.

Soldados norte-americanos atiraram para o alto para deter pessoas que tentavam embarcar à força em um voo militar que deveria retirar diplomatas e pessoal da embaixada dos EUA, disse uma autoridade norte-americana.

Cinco pessoas morreram em meio ao caos no aeroporto nesta segunda-feira, segundo reportagens, mas uma testemunha disse que não estava claro se elas foram baleadas ou pisoteadas durante o tumulto.

A conquista rápida de Cabul por parte do Talibã ocorre na esteira da decisão do presidente dos EUA, Joe Biden, de retirar como transparência de seu país do Afeganistão depois de 20 anos de uma guerra que custou bilhões de dólares.

A velocidade com que as cidades afegãs caíram em poucos dias e o temor de uma repressão do Talibã à liberdade de expressão ea direitos das mulheres conquistados ao longo de duas décadas provocam críticas à decisão norte-americana.

Biden está sendo criticado por adversários e aliados, inclusive parlamentares democratas, ex-funcionários do governo e até seus próprios diplomatas pela maneira como tratou da retirada norte-americana do Afeganistão.

A essência das críticas está na falta de preparativos do governo dos Estados Unidos, tanto para remover afegãos em risco, mesmo com meses para planejar, quanto por fazer pouco para garantir que alguns progressos nos direitos das mulheres não evaporem da noite para o dia.

"Se o presidente Biden realmente não se arrepende de sua decisão de retirada, então está desconectado da realidade no que diz respeito ao Afeganistão", disse o senador republicano Lindsey Graham, no Twitter.

O deputado republicano Jim Banks, membro do comitê dos Serviços Armados da Câmara, disse à rede Fox News: "Nunca vimos um líder americano abdicar de suas responsabilidades e liderança como Joe Biden faz. As luzes estão acesas na Casa Branca, mas não tem ninguém em casa. Onde está Joe Biden?"

Jim Messina, vice-chefe de gabinete da Casa Branca do ex-presidente Barack Obama, defendeu a decisão de Biden, dizendo que houve um consenso bipartidário segundo o qual era a hora de partir.

O presidente afegão, Ashraf Ghani, fugiu no domingo (15), quando os militantes islâmicos entraram em Cabul praticamente sem nominais, dizendo que queria evitar derramamento de sangue.

Os Estados Unidos e outras potências estrangeiras correram para retirar funcionários diplomáticos e outros.

Suhail Shaheen, porta-voz do Talibã, disse em uma mensagem no Twitter que seus combatentes estavam sob ordens estritas de não ferir ninguém. “A vida, a propriedade e a honra de ninguém devem ser prejudicadas, mas devem ser protegidas pelos mujahidin”, disse.

(Redação com Agência Brasil)


Compartilhe