Líderes de países realizam 13ª Reunião de Cúpula do Brics

O presidente da República, Jair Bolsonaro, participou, na quinta-feira (9), da 13ª Reunião de Cúpula do Brics, realizada em formato virtual.

Líderes de países realizam 13ª Reunião de Cúpula do Brics Foto: Marcos Corrêa / Pr

Líderes de países realizam 13ª Reunião de Cúpula do Brics

Política Por: Alexandre Branco - 11/09/2021

O presidente da República, Jair Bolsonaro, participou, na quinta-feira (9), da 13ª Reunião de Cúpula do Brics, realizada em formato virtual, com o tema Brics @ 15: Cooperação IntraBrics para Continuidade, Consolidação e Consenso. O Brics reúne Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul. O ano de 2021 marca os 15 anos do bloco e os 10 anos de trajetória comercial.

O tema desta edição da reunião de cúpula se desdobra em três pilares de tratamento: política e segurança; econômico e financeiro; cultural e de pessoa para pessoa. O grupo está sob uma presidência da Índia.

Na fala inicial de sua participação na reunião virtual do Brics, o presidente Jair Bolsonaro destaca-se como relações do Brasil com cada um dos países integrantes do bloco.

Parceria estratégica

Em relação à Índia, o presidente Jair Bolsonaro disse que uma parceira estratégica entre os dois países vive um excelente momento e que vários instrumentos assinados durante a viagem do presidente brasileiro ao país, em janeiro de 2020, estão rendendo frutos.

“Nossa cooperação tem avançado, em especial nas áreas de ciência e tecnologia, energia e saúde, sobretudo no combate a pandemia de Covid-19. O comércio bilateral tem crescido em mais um sinal da retomada de nossas economias e do potencial de nossas relações ”, disse o presidente Jair Bolsonaro.

Relações comerciais e de investimentos

O presidente lembrou que se reuniu pessoalmente pela última vez com o presidente da China, Xi Jinping, em 2019, em Brasília, por ocasião da reunião do bloco durante a presidência brasileira, e os dois mandatários discutiram temas da parceria estratégica, bem como o bom estágio das relações bilaterais entre Brasil e China em diversas vertentes.

“Mais especialmente no âmbito comercial e de investimentos. Essa parceira tem se necessário definir para uma gestão adequada da pandemia no Brasil tendo em vista que parcela expressiva das vacinas oferecidas à população brasileira é incluída com insumos originários da China ”, disse.

Coordenação pelo fortalecimento do Brics

O presidente citou que o Brasil mantém a parceria estratégica com a África do Sul há mais de uma década. “Juntos, temos contribuído para desenvolver dinâmica própria de coordenação em favor do fortalecimento do Brics. Nossos laços humanos e nossas similaridades tornam o diálogo fluído e natural em temas como defesa, ciência e tecnologia, meio ambiente, comércio e investimentos, entre outros. O que se reflete em nossos entendimentos no Brics ”, afirmou.

Cooperação em ciência e tecnologia

Com a Rússia, o líder brasileiro citou como relações bilaterais e parceria estratégica e afirmado que os dois países mantêm também relações excelentes. Bolsonaro disse ainda que Brasil e Rússia tem importante acompanhamento em ciência e tecnologia e afirmou que o Brasil tem interesse em ampliar o leque de produtos exportados que atualmente estão concentrados no agronegócio.

“Temos interesse em diversificar nossa pauta exportadora de forma condizente com o desenvolvimento de ambas economias e para o benefício de nossos povos”, detalhou.

Histórico do Brics

A coordenação entre Brasil, Rússia, Índia e China (Bric) começou em 2006, de maneira informal, com reunião de trabalho entre os chanceleres dos quatro países à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas.

A partir daí, o Bric passou a ser um mecanismo de cooperação em áreas que tiveram o potencial de gerar resultados concretos às populações dos países integrantes. Desde 2009, os chefes de Estado e de governo passaram a se encontrar anualmente. Em 2011, a África do Sul passou a integrar o grupo, formado então o Brics.

Instituições de cooperação

A cooperação intra-Brics levou ao lançamento das duas primeiras instituições do grupo, o Novo Banco de Desenvolvimento e o Arranjo Contingente de Reservas (ACR).

O banco foi criado para responder ao problema global da escassez de recursos para o financiamento de projetos de infraestrutura e desenvolvimento nos países do bloco. Já o ACR tem o objetivo de assegurar liquidez para enfrentar crises na balança de pagamentos dos países do Brics.

(Com informações do Palácio do Planalto)


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