Após manifestação fracassada do dia 12, TSE decide investigar atos de 7 de setembro

O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Luis Felipe Salomão, decidiu, nesta quarta-feira (15), que sejam juntadas ao Inquérito Administrativo 0600371-71 provas de vídeo

Após manifestação fracassada do dia 12, TSE decide investigar atos de 7 de setembro Foto: Divulgação

Após manifestação fracassada do dia 12, TSE decide investigar atos de 7 de setembro

Política Por: Alexandre Branco - 15/09/2021

O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Luis Felipe Salomão, decidiu, nesta quarta-feira (15), que sejam juntadas ao Inquérito Administrativo 0600371-71 provas de vídeo e notícias divulgadas pela imprensa que demonstrariam que manifestações realizadas no dia 7 de Setembro, feriado da Independência, podem ter sido financiadas por empresários ou políticos. O objetivo da decisão também é apurar se houve pagamento de transporte e diárias a quem participou das manifestações e se houve conteúdo de campanha eleitoral antecipada.

Nas rodas de conversas entre governistas na noite desta quarta-feira, em Brasília, sobre a decisão do TSE, podiam ser ouvidos os seguintes comentários: “isso aconteceu do desastre das manifestações do dia 12, que sequer lotaram uma quadra” e “estavam acostumados a ver os pães com mortadela nas ruas e ficaram frustrados”, “por isso querem procurar pelo em ovo”, expressão popular que significa procurar problemas onde não existe.

Em suas redes sociais, o deputado federal Filipe Barros (PSL/PR) se manifestou classificando a decisão do corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Luis Felipe Salomão, como “perseguição política” e argumentou que “as manifestações de 7 de setembro defenderam pautas democráticas e tiveram a participação do presidente Jair Bolsonaro”.

O Inquérito foi aberto pela Corte Eleitoral no início de agosto com o objetivo de apurar a articulação de rede de pessoas que disseminam notícias falsas, investiga fatos que possam configurar abuso do poder econômico e político, uso indevido dos meios de comunicação social, corrupção, fraude, condutas vedadas a agentes públicos e propaganda antecipada, relativamente aos ataques contra o sistema eletrônico de votação e à legitimidade das Eleições 2022.

Foi por meio dele que o ministro Luís Felipe Salomão determinou a suspensão do repasse de valores de monetização de redes sociais a canais e perfis dedicados à propagação de desinformação sobre o sistema eleitoral brasileiro.

( Da Redação)


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