Dono da Havan, Luciano Hang, depõe na CPI da Pandemia

O empresário Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, afirmou nesta quarta-feira (29), em depoimento à CPI do Senado, que é acusado sem provas.

Dono da Havan, Luciano Hang, depõe na CPI da Pandemia Foto: Leopoldo Silva / Agência Silva

Dono da Havan, Luciano Hang, depõe na CPI da Pandemia

Política Por: Alexandre Branco - 30/09/2021

O empresário Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, afirmou nesta quarta-feira (29), em depoimento à CPI do Senado, que é acusado sem provas, e perseguido por não esconder sua opinião publicamente. Hang disse não ser negacionista e que não é responsável pela disseminação de notícias falsas.

Luciano Hang iniciou o depoimento ressaltando que não pediu proteção de habeas corpus para depor por isso não assinou o termo com o compromisso de dizer a verdade, por achar desnecessário.

A convocação de Luciano Hang partiu de requerimento do relator da CPI, senador Renan Calheiros, que acusa o empresário de pertencer a um suposto gabinete paralelo, que teria aconselhado o governo federal na tomada de decisões durante a pandemia.

A reunião desta quarta-feira na CPI da Pandemia foi tumultuada desde o início, com os ânimos exaltados, e em vários momentos os microfones dos senadores foram desligados. Por volta do meio-dia, houve uma discussão entre o senador Rogério Carvalho e um dos advogados de Luciano Hang. O parlamentar chegou a pedir a retirada do advogado. O presidente da CPI, Omar Aziz, decidiu então suspender a reunião por quase uma hora.

O nome de Hang foi citado no depoimento de Pedro Benedito Batista Jr., diretor da empresa de planos de saúde Prevent Senior, na semana passada. Foi em um dos hospitais da empresa, que a mãe do empresário morreu, em fevereiro deste ano.

Respondendo ao senador Renan Calheiros sobre o atendimento dado a mãe do empresário no local, Luciano Hang afirmou que ela recebeu o chamado “tratamento precoce” quando foi diagnosticada com Covid. Hang acusou a CPI de desrespeito à memória da mãe por divulgar detalhes desse prontuário médico.

Por outro lado, o senador Eduardo Girão (Podemos-CE) avaliou que o empresário sofre “perseguição” por parte da CPI. Hang recebeu o apoio de senadores da base aliada do governo, como Marcos Rogério (DEM-RO), Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), Jorginho Mello (PL-SC) e Luis Carlos Heinze (PP-RS).

Hang foi defendido ao longo do depoimento pelos senadores Jorginho Mello (PL-SC), Marcos Rogério (DEM-RO), Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), Luis Carlos Heinze (PP-RS) e Eduardo Girão (Podemos-CE). Roberto Rocha (PSDB-MA) disse que compareceu pela primeira vez à CPI para cumprimentar o depoente. “Eu conheço sua empresa, sua luta, seu caráter, seu entusiasmo. Lamento pela dona Regina [mãe de Hang]. Sei o tanto que o senhor a amava. Quero pedir desculpas pelos atropelos, pelas contrariedades acontecidas. O senhor sai daqui maior do que chegou”, declarou Jorginho Mello.

Ao longo de toda a oitiva, senadores se queixaram do andamento dos trabalhos. Os opositores ao governo acusaram Hang de fazer propaganda de suas empresas e dar respostas sem relação com o objeto da CPI. Os governistas, como os senadores Marcos Rogério (DEM-RO), Jorginho Mello (PL-SC) e Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), acusaram o relator de ofender o depoente ao utilizar a expressão "bobos da corte". Luciano Hang negou que seja "negacionista" e disse ser favorável à vacinação.

(Da Redação)


Compartilhe