Deputados derrubam veto de Dória, e igrejas se tornam essenciais

Em tempos de crise, igrejas exercem um papel fundamental para a sociedade, argumentaram os parlamentares.

Deputados derrubam veto de Dória, e igrejas se tornam essenciais Foto: Divulgação Alesp

Deputados derrubam veto de Dória, e igrejas se tornam essenciais

Política Por: Thiago Silva - 28/10/2021

O veto do governador de São Paulo, João Dória (PSDB), a um projeto de lei (PL), que estabelece a atividade religiosa como essencial para a população paulista, foi derrubado pelos deputados da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP).

O PL 299/2020 é de autoria dos deputados Gil Diniz (sem partido) e Gilmaci Santos (Republicanos) e havia sido aprovado na Casa em dezembro do ano passado.

“Apresentamos esse projeto no começo do ano. Ele tramitou entre as comissões e foi para o plenário. No momento em que foi para o governador, ele vetou completamente o projeto”, afirmou Gilmaci.

De acordo com o deputado, os templos devem continuar adotando os protocolos sanitários, como o uso de máscara, álcool em gel e distanciamento social, mas não o extremo protocolo de serem fechados.

O deputado Altair Moraes (Republicanos) também ressaltou a importância do trabalho das igrejas no meio social.

“A religião é um braço do governo, um braço do Estado. Onde o Estado não chega, nós chegamos. Nesse tempo de pandemia, [ela] foi essencial”, argumentou.

“É um projeto que protege todos os templos, o trabalho de todas as religiões. Isso é muito importante”, pontuou a deputada Janaina Paschoal (PSL).

O deputado Wellington Moura (Republicanos), presidente interino da Alesp, afirmou que os deputados têm a prerrogativa de votar contra ou de manter o veto.

“Derrubamos o veto porque entendemos que as igrejas têm um papel fundamental neste momento. Em catástrofes ou situações de crise, igrejas e hospitais devem permanecer abertos”.

Wellington garante ser uma satisfação aprovar a derrubada do veto.

“Para a gente, é uma alegria ver isso hoje, diante de tantas lutas que as igrejas passaram de ficarem fechadas, com o povo chorando, pedindo uma oração, e a igreja não podendo ter culto naquele momento. Mas, a partir de agora, nós temos a garantia de que as igrejas continuarão sendo um serviço essencial no estado de São Paulo”, concluiu.

(Com Informações do Pleno News)


Compartilhe