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Em discurso de abertura do G20, presidente Bolsonaro ressaltou superação da crise sanitária

As preocupações da cúpula do G20 são as mesmas do planeta inteiro: vacinas para todos os povos, recuperação da economia pós-crise e redução do uso de combustíveis fósseis

Em discurso de abertura do G20, presidente Bolsonaro ressaltou  superação da crise sanitária Foto: Alan Santos/ PR

Em discurso de abertura do G20, presidente Bolsonaro ressaltou superação da crise sanitária

Política Por: Alexandre Branco - 31/10/2021

As preocupações da cúpula do G20 são as mesmas do planeta inteiro: vacinas para todos os povos, recuperação da economia pós-crise e redução do uso de combustíveis fósseis (como petróleo e carvão) para preservar o meio ambiente. Em Roma, na manhã deste sábado (30), os pontos foram o destaque na plenária de abertura da 16ª reunião do grupo que reúne os 19 países mais ricos do mundo mais a União Europeia.

Depois que o primeiro-ministro italiano Mario Draghi abriu o evento, os chefes de estado discursaram no Centro de Convenções La Nuvola. O presidente Jair Bolsonaro deu destaque à melhora nos fluxos de comércio entre as prioridades atuais. “Nossas economias recuperam-se à medida em que a crise sanitária é superada. Esses dois processos caminham lado a lado. Ambos têm mostrado a relevância de promovermos um comércio internacional livre de medidas discriminatórias. A integração de nossas economias, por meio de fluxos cada vez maiores de comércio e investimentos, constitui parte das soluções que buscamos.”

Ao regressar para a embaixada brasileira após a plenária sobre “Economia e Saúde Globais”, o presidente comentou também sobre as ações do Governo que ajudaram quem perdeu renda nesses quase dois anos de crise sanitária de Covid-19, no Brasil. “Atendemos 68 milhões de pessoas. O Brasil fez o dever de casa e não mediu esforços para atender a população”, disse Jair Bolsonaro.

Entrada na OCDE

Já o ministro da Economia, Paulo Guedes, deu destaque às tentativas do Brasil de fazer parte da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), um organismo internacional de assessoria financeira independente. Para ele, o Brasil já cumpriu mais de cem instrumentos de aderência, incluindo um dos principais deles, que é ser um país com baixo índice de emissão de carbono na atmosfera. “O Brasil emite, por ano, 1,7% de carbono na atmosfera. A China (que não faz parte da OCDE) expele 30% os Estados Unidos 15%, a União Europeia 14%. Tenho certeza que o secretário Mathias Cormann é um amigo do Brasil e vai analisar nosso pleito com a devida atenção e sensibilizar os outros membros”.

Considerado atualmente um parceiro estratégico do organismo, o Brasil espera receber ainda este ano uma carta-convite para ser membro pleno, decisão que depende da aprovação dos outros 38 sócios, deste que pode ser considerado um clube bastante restrito.

Na embaixada brasileira na Itália, o presidente Jair Bolsonaro recebeu o secretário-geral da organização, o australiano Mathias Cormann. Na visão da chancelaria, ser membro pleno significa ganhar novos parceiros comerciais e fazer acordos exclusivos.

As reuniões do G20 prosseguem neste domingo (31) com a seção 2, sobre mudanças climáticas e meio ambiente e a Seção 3, que vai debater desenvolvimento sustentável.

(Com informações do Palácio do Planalto)


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