Cookies management by TermsFeed Cookie Consent

Auditores da Receita Federal descontentes com Orçamento entregam cargos de chefia

Centenas de auditores da Receita Federal, com cargos de chefia, começaram a entregar seus cargos dentro em represália ao corte de aproximadamente R$ 1,2 bilhão de verbas para o órgão previsto na nova versão do Orçamento para 2022.

Auditores da Receita Federal descontentes com Orçamento entregam cargos de chefia Foto: Agência Brasil

Auditores da Receita Federal descontentes com Orçamento entregam cargos de chefia

Política Por: Alexandre Branco - 23/12/2021

Centenas de auditores da Receita Federal, com cargos de chefia, começaram a entregar seus cargos dentro em represália ao corte de aproximadamente R$ 1,2 bilhão de verbas para o órgão previsto na nova versão do Orçamento para 2022 aprovada pelo Congresso e que agora segue para sanção do presidente Jair Bolsonaro.

O presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais (Sindifisco), Kleber Cabral, disse que a categoria se movimenta contra a redução do orçamento da Receita “para custear parte do reajuste de R$ 1,9 bilhões anunciado para os policiais federais no ano que vem. Há um sentimento de indignação e de descaso muito profundo”, afirma Cabral. De acordo com os servidores, a Receita Federal do Brasil, órgão integrante do Ministério da Economia, é responsável por mais de 90% da arrecadação total da União.

Segundo o Sindifisco, em nota divulgada nesta quarta-feira (22), à noite, a porcentagem de chefes que entregaram seus cargos chegava a 90% dos postos e não descartava deflagrar um movimento grevista. Vale ressaltar que muitos desses cargos de chefia são ocupados por auditores concursados. Eles deixam o posto de chefia, mas permanecem nos quadros de servidores da Receita Federal. Entre os que deixaram os cargos, estão chefes de alfândega, o que pode dificultar a liberação de mercadorias em portos e aeroportos.

O deputado Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara, se manifestou nesta quarta-feira sobre o movimento dos auditores e disse que não considera “adequada”. O movimento é uma forma de pressão.

“Evidentemente não há recursos para atender a todas as demandas que estão impostas no orçamento‘, disse o deputado. “Não me parece adequado também o tipo de pressão que está sendo feita, não é republicano. Os servidores públicos que querem abrir mão de seus cargos serão substituídos por outros igualmente competentes, já superamos várias dessas crises aqui”, disse o parlamentar.

“Não há o que se falar em pressão, as decisões políticas estão tomadas e é obviamente também livre o direito de reclamar, mas a política está com suas prioridades definidas e elas serão implementadas. Eu peço compreensão, porque não é possível dar aumento a todos os servidores, não há recursos orçamentários para isso”, completou Ricardo Barros.


Compartilhe