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Brasil volta a fazer parte do Conselho de Segurança das Nações Unidas

O Brasil assumiu no dia 1º de janeiro -- conhecido como Dia Mundial da Paz, o seu 11º mandato como membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU. A última vez que o País integrou o Conselho foi há 11 anos.

Brasil volta a fazer parte do Conselho de Segurança das Nações Unidas Foto: Divulgação

Brasil volta a fazer parte do Conselho de Segurança das Nações Unidas

Política Por: Alexandre Branco - 05/01/2022

O Brasil assumiu no dia 1º de janeiro -- conhecido como Dia Mundial da Paz, o seu 11º mandato como membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU. A última vez que o País integrou o Conselho foi há 11 anos.

Formado por 15 países, o Conselho é responsável pela manutenção da paz e da segurança internacionais. Atualmente, o Brasil participa de sete das 12 operações de manutenção da paz da ONU.

No biênio 2022-2023, o Brasil terá como prioridades a prevenção e a solução pacífica de conflitos, a eficiência das missões de paz e das respostas humanitárias às crises internacionais, a consolidação da paz mediante ações voltadas para o desenvolvimento, o respeito aos direitos humanos e a maior participação das mulheres nas ações de promoção da paz e da segurança internacionais. O país buscará também aprimorar a articulação do Conselho com outros órgãos da ONU e com organismos regionais envolvidos na resolução de conflitos.

Prioridades

Em entrevista à ONU News, o embaixador do Brasil nas Nações Unidas, Ronaldo Costa Filho, falou sobre a atuação do país no próximo biênio 2022-2023.

Para ele, a prioridade deve ser a prevenção e mediação de conflitos, dando atenção necessária a toda a agenda do Conselho. Ronaldo Costa Filho afirmou que o Brasil deve reforçar seu papel na mediação e negociação, buscando “saídas satisfatórias para situações de tensão e conflito”.

“O foco do Brasil em sua atuação no Conselho é primordialmente no comprimento do mandado outorgado pela Carta, ou seja, a manutenção da paz e da segurança internacionais. Evidentemente, o Brasil como país sul-americano terá um olhar especial para problemas na sua região. [...] o Conselho está aí para ajudar a prevenir e mediar conflitos em todo o mundo”

Ao citar América Latina e Caribe, o embaixador mencionou o Haiti e o processo de paz na Colômbia, que segue para a fase final de monitoramento e implementação.

Já o Haiti ainda causa preocupação. Costa Filho lembrou que o Brasil esteve há mais de 10 anos à frente da missão de paz na ilha caribenha e continuará a apoiar o processo de pacificação.

Membro permanente

Sobre a reforma do Conselho de Segurança, Ronaldo Costa Filho disse que o Brasil continua engajado e buscando uma presença no órgão, que para ele, precisa ser mais representativo, legitimo e eficiente.

“O Brasil, ao fazer sua campanha para o Conselho de Segurança, ao longo do último ano, sempre enfatizou que continuaria engajado no processo de reforma do Conselho. O interesse do Brasil vai mais além do que uma simples pretensão do Brasil sentar como membro permanente. O Brasil tem, essencialmente, um interesse em ver um Conselho de Segurança mais representativo, mais legítimo e mais eficiente. No nosso entender, isso passa necessariamente por uma ampliação do Conselho, tanto na categoria de membros permanentes quanto na de não-permanentes. Isso com o objetivo de tentar vencer a paralisia que em muitas instâncias acomete o Conselho. Nós entendemos que uma visão mais abrangente e que incorpore a visão de uma gama mais ampla de países membros das Nações Unidas possa favorecer essa legitimidade e eficiência”.

Em junho deste ano, o Brasil foi eleito com 181 votos para ocupar um assento não-permanente do Conselho de Segurança em 2022-2023.

A vaga, deixada por São Vicente e Granadinas, pertence ao grupo da América Latina e Caribe, Grulac.


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