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MP e TCU solicitam bloqueio de bens de Moro por suspeita de sonegação

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) junto ao Tribunal de Contas da União) (TCU) solicitou o bloqueio de bens do ex-juiz federal e ex-ministro da Justiça Sergio Moro e pré-candidato a presidente da República pelo Podemos.

MP e TCU solicitam bloqueio de bens de Moro por suspeita de sonegação Foto: Agência Brasil

MP e TCU solicitam bloqueio de bens de Moro por suspeita de sonegação

Política Por: Alexandre Branco - 06/02/2022

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) junto ao Tribunal de Contas da União) (TCU) solicitou o bloqueio de bens do ex-juiz federal e ex-ministro da Justiça Sergio Moro e pré-candidato a presidente da República pelo Podemos.

A suspeita é que Moro poderia ter praticado suposta sonegação de impostos dos ganhos de R$ 3,6 milhões pagos pela consultoria Alvarez & Marsal, responsável pela administração judicial de empresas condenadas na Operação Lava Jato.

O pedido da indisponibilidade de bens partiu do subprocurador-geral do MP Lucas Furtado, que destacou, no pedido de bloqueio, suposta inconsistência dos documentos comprobatórios, já que não houve: apresentação na íntegra dos dois contratos firmados com Moro; declaração de saída definitiva do Brasil; avaliação da existência de visto americano para trabalho; averiguação da tributação pelo lucro real da empresa; e suposta utilização da "pejotização" de Moro para reduzir a tributação sobre o trabalho;

Em nota, Moro diz ser vítima de "abuso de poder" e reagiu com "perplexidade" ao pedido. O ex-juiz disse ainda que está disponível para prestar esclarecimentos ao órgão.

"Causa perplexidade ao pedir agora a indisponibilidade de meus bens sob a suposição de que teria havido alguma irregularidade tributária. Já prestei todos os esclarecimentos necessários e coloquei à disposição da população os documentos relativos a minha contratação, serviços e pagamentos recebidos, inclusive com os tributos recolhidos no Brasil e nos Estados Unidos", comentou.

"Fica evidenciado o abuso de poder perpetrado por este procurador do TCU. Pretendo representá-lo nos órgãos competentes, como já fez o senador da República, Alessandro Vieira, e igualmente promover ação de indenização por danos morais. O cargo de procurador do TCU não pode ser utilizado para perseguições pessoais contra qualquer indivíduo", concluiu. As informações são do Yahoo! Notícias.


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