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Em ato Heróico Presidente da Ucrânia recusa oferta dos EUA para deixar o seu país

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, usou as suas redes sociais para mandar dois importantes recados ao mundo nas últimas 24 horas

Em ato Heróico Presidente da Ucrânia recusa oferta dos EUA para deixar o seu país Foto: Reprodução

Em ato Heróico Presidente da Ucrânia recusa oferta dos EUA para deixar o seu país

Política Por: Alexandre Branco - 26/02/2022

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, usou as suas redes sociais para mandar dois importantes recados ao mundo nas últimas 24 horas. O primeiro veio da embaixada da Ucrânia no Reino Unido, que informou na manhã deste sábado (26) que o presidente ucraniano, Volodymyr Zeleskyu, recusou o auxílio dos Estados Unidos para retirá-lo do país. De acordo com a embaixada, Zelensky destacou ao país americano que a luta está na Ucrânia. É preciso "munição, não carona".

Ele também agradeceu em sua conta no Twitter, os 11 votos de países integrantes do Conselho de Segurança da ONU, favoráveis à resolução contrária às ações militares russas contra a Ucrânia.

Integrante temporário do conselho, o Brasil foi um dos países que manifestaram voto condenatório. O único país a votar contra foi a própria Rússia, que acabou por exercer seu poder de veto, fazendo com que a resolução fosse rejeitada.

A votação recebeu ainda três abstenções. Uma delas, da China, país que não se posicionou contra as ações comandadas pelo presidente russo, Vladmir Putin. Os outros foram Índia e Emirados Árabes Unidos.

“Grato a todos os membros do Conselho de Segurança da ONU que votaram para parar o ataque traiçoeiro da Rússia à Ucrânia e à Carta das Nações Unidas. O veto da Rússia é uma mancha de sangue em sua placa no Conselho de Segurança, no mapa da Europa e no mundo. A coalizão antiguerra deve agir imediatamente”, twittou o presidente ucraniano.

Rússia e Otan

O avanço das tropas russas sobre o país vizinho teve início na noite de quarta-feira (24), já madrugada na Rússia. O avanço é em direção à capital do país, Kiev.

Entre as argumentações apresentadas pelo governo russo está a tentativa de aproximação entre a Ucrânia e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), aliança militar liderada pelos Estados Unidos (EUA) que conta com 30 países signatários, com o compromisso de defender qualquer país-membro, caso seja atacado.

Já existem tropas da Otan posicionadas em países vizinhos à Ucrânia, como Lituânia, Polônia e Romênia. Em declarações recentes, Putin diz que o avanço da Otan no Leste Europeu representa o descumprimento de acordos já firmados entre EUA e Rússia.

Diante da situação, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia usou o Twitter para ameaçar também a Finlândia, com quem faz fronteira mais ao Norte.

Pela rede social, lembrou o país vizinho de seu compromisso de não alinhamento militar e fez ameaças caso decida integrar a Otan. “Consideramos o compromisso do governo finlandês com uma política de não alinhamento militar como fator importante para garantir a segurança e a estabilidade no Norte da Europa. A adesão da Finlândia à Otan teria sérias repercussões militares e políticas”.


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