Álcool gel e fogo devem manter o distanciamento: Junho Laranja conscientiza sobre o risco de queimaduras, inclusive no ambiente de trabalho

Junho Laranja, a campanha criada pela Sociedade Brasileira de Queimaduras (SBQ), com o objetivo de prevenir e alertar sobre o risco das queimaduras, tem início em todo País neste mês.

Álcool gel e fogo devem manter o distanciamento: Junho Laranja conscientiza sobre o risco de queimaduras, inclusive no ambiente de trabalho Foto: Sinpro/DF

Álcool gel e fogo devem manter o distanciamento: Junho Laranja conscientiza sobre o risco de queimaduras, inclusive no ambiente de trabalho

Saúde Por: Alexandre Branco - 10/06/2021

Junho Laranja, a campanha criada pela Sociedade Brasileira de Queimaduras (SBQ), com o objetivo de prevenir e alertar sobre o risco das queimaduras, tem início em todo País neste mês. Falando não somente do cuidado doméstico, a campanha, endossada pelos serviços de saúde brasileiros, também abre espaço para a prevenção no trabalho, além de acidentes causados pelo uso incorreto e negligente do álcool gel. De acordo com o Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho, plataforma de dados do Ministério Público do Trabalho (MPT), em Sorocaba, entre os anos de 2012 e 2019, 33% das queimaduras em ambiente profissional ocorreram por agentes químicos.

Daniel Miranda, engenheiro de segurança do trabalho à serviço da Trabt Medicina e Segurança do Trabalho, explica que um dos caminhos para a prevenção de acidentes com queimaduras é a educação dos empregadores e de seus funcionários. “Todas as empresas precisam adotar medidas de prevenção; e a atuação da segurança do trabalho precisa ser firme para que o trabalhador volte para casa como saiu, ileso”.

Contudo, outros dados da mesma pesquisa apontam que, infelizmente, 232 acidentes de trabalho por queimaduras são ocasionados pelo uso de equipamentos e máquinas. Seguindo a premissa da importância dos treinamentos frequentes que garantem, não somente a informação adequada, mas a conscientização de todos os trabalhadores sobre as normas regulamentadoras, Rodrigo Soravassi, engenheiro de segurança do trabalho da Trabt Medicina e Segurança do Trabalho, explica quais são os mais indicados para as empresas que tenham esse agravante. “A NR 20, por exemplo, é uma formação específica para quem trabalha com fatores de risco de acidentes provenientes das atividades de extração, produção, armazenamento, transferência, manuseio e manipulação de inflamáveis e líquidos combustíveis”.

Diferentemente da Norma Reguladora 23, que Daniel lembra ser necessária para todas as empresas. “Todos os locais devem adotar medidas que previnam incêndios, mas caso eles aconteçam, é imprescindível que todos que estejam dentro desses ambiantes saibam como agir de forma segura, e até mesmo salvar vidas”.

Salvar vidas, o termo utilizado pelo engenheiro também é um papel do álcool gel, já que este é um dos principais aliados no combate ao novo Coronavírus. No entanto, o uso equivocado do produto contribui para acidentes que já chegaram a levar 150 mil brasileiros às internações todos os anos, como alerta a Sociedade Brasileira de Queimaduras (SBQ). Por isso, o Órgão, em sua campanha deste ano, lembra que álcool, inclusive o em gel, e fogo devem manter o distanciamento.

E quando o acidente acontece?

De acordo com materiais do Ministério da Saúde, é preciso analisar o grau da queimadura. Elas são classificadas em primeiro grau como vermelhidão, segundo grau como bolhas e terceiro grau quando atinge os tecidos mais profundos da pele. Ainda de acordo com o informativo, o melhor caminho é conduzir o acidentado ao centro de saúde mais próximo, e que não sejam usados materiais, como creme dental, por exemplo.

E quando o acidente acontece no ambiente de trabalho, ambos os engenheiros são enfáticos ao dizer que o melhor caminho é a prevenção. Mas, caso aconteça, o funcionário deve ser levado ao atendimento médico de imediato, além de ser assistido pelo empregador. “A empresa também deve comunicar imediatamente a equipe técnica de segurança do trabalho para que ela consiga dar todo o suporte necessário, inclusive na investigação do acidente e nas propostas de ações corretivas e preventivas para que o evento não ocorra novamente”, enfatiza Daniel. Rodrigo finaliza lembrando que agir por antecipação é mais seguro para ambas as partes. “Prevenir é o melhor caminho”.


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