Presidente da Anvisa diz que algumas vacinas vão ter terceira dose

De acordo com o presidente da Anvisa, ainda não é possível dizer qual vacina precisará da terceira dose.

Presidente da Anvisa diz que algumas vacinas vão ter terceira dose Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil

Presidente da Anvisa diz que algumas vacinas vão ter terceira dose

Saúde Por: Natalie Gallacci - 14/07/2021

Segundo o diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antônio Barra Torres, talvez seja necessário uma terceira dose de vacina contra a COVID-19, "Acredito que algumas vacinas terão a necessidade de uma terceira dose. No dia de hoje, ainda é difícil dizer qual. É estudado no mundo inteiro. O mundo inteiro está debruçado nisso, e o objetivo é obter a imunização segura e mais duradoura", disse. Ele realizou o comunicado durante uma palestra virtual, que havia sido convidado pela Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ).

Como a Anvisa é responsável pela aprovação do uso e das bulas de vacinas no país, por hora, nenhum imunizante tem a necessidade de três doses. "A melhor é aquela que está no seu braço", segundo Antônio, ele ainda reforçou que todas as vacinas permitidas pela Anvisa são eficientes e que o povo pode confiar em qualquer vacina que vier. As vacinas que receberam aprovação emergencial ou definitiva são: Janssen, Pfizer, AstraZeneca/Oxford e CoronaVac, sendo a primeira com dose única e as outras três são duas doses. Ainda que com limitações, as vacinas Sputnik e Covaxin também foram aprovadas para importação.

A empresa farmacêutica Pfizer já havia anunciado na semana passada que estava criando uma terceira dose de vacina contra a COVID-19, assim como o governo do Chile que informou que também estudavam a probabilidade de distribuir uma dose para reforço, pois continuam com inúmeros casos, mesmo que 61% do publico alvo já tenha sido vacinado com as duas doses, a possibilidade foi cogitada também por Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro.

Fusão

"A atividade reguladora não é a locomotiva desse processo. Ela é vagão. Vamos a reboque do desenvolvedor ou do pesquisador que nos apresentar suas conclusões, para que possamos avaliar e referendar. Estamos falando de uma interação de imunobiológicos de origens e plataformas diferentes. Vem muito da comunidade científica. No momento, estamos acompanhando algumas situações que podem no futuro ter um posicionamento nosso", segundo Antônio Torres, presidente da Anvisa, observou a possibilidade de fundir as vacinas contra a COVID-19 feitas em laboratórios distintos. Torres reforçou também que atitudes deste tipo estão sendo tomadas em alguns países. Já no Brasil, a situação tem ocorrido com as gestantes, no caso da vacina AstraZeneca, que chegou a ser aplicada em algumas, porém após suspeitas de reações adversas, o Ministério da Saúde suspendeu, no entanto, gravidas que já tomaram a primeira dose foram autorizadas a receber a segunda dose da vacina Pfizer. "Não é pelo fato de tomar as duas doses de vacina que vai poder deixar de usar máscara imediatamente", reforçou o presidente da Anvisa, lembrando da necessidade dos cuidados básicos contra a COVID-19.


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