Segundo Fundação Seade, São Paulo registra baixa de 74% de mortes por aids

De 7,7 mil o número de mortes pela doença caiu para 2 mil em 24 anos.

Segundo Fundação Seade, São Paulo registra baixa de 74% de mortes por aids Foto: Arquivo/Agência Brasil

Segundo Fundação Seade, São Paulo registra baixa de 74% de mortes por aids

Saúde Por: Natalie Gallacci - 28/07/2021

Caiu em 74% os números de mortes em consequência da aids (síndrome da imunodeficiência adquirida), em São Paulo, após 24 anos no ápice de mortes pela doença. De acordo com o Panorama de Mortalidade por Aids no estado de São Paulo, incluso na nova série SP Demográfico, desenvolvido pela fundação Seade, aconteceram 2.049 mortes em 2019, 5.690 a menos em comparação com o total de 1995, quando ocorreu o recorde histórico de 7.739 mortes por aids em um ano.

Segundo a pesquisa, em mais de 20 anos, a taxa da mortalidade despencou, caindo de 22,9 óbitos por 100 mil habitantes em 1995, para 4,6 em 2019. A queda maior foi entre os homens, 5,850 faleceram em 1995 e 1.397 em 2019, com uma diminuição de 76,1%. Já com as mulheres, a baixa foi de 65,4%, com 1.889 óbitos contra 652 esses anos. De acordo com as pesquisas da fundação, os números apresentam que ocorreram uma mudança de comportamento sexual, já que os óbitos aconteciam mais entre os homens, com a intensidade de seis mortes entre eles para uma entre as mulheres em 1990, caindo para três em um em 1995 e permanecendo dois para um em 2019.

Conforme a fundação, a decaída nos números é por conta das estratégias de prevenção, testagem e tratamento para o controle da doença, especialmente após a descoberta dos antirretrovirais na década de 1990. “A descoberta precoce da doença e utilização dos medicamentos informados, em tempo oportuno, tem auxiliado na redução do agravamento da doença e, consequentemente, da mortalidade, aumento assim a expectativa de vida para os que vivem e convivem com a doença, para a qual ainda não foi identificada a cura.”

Alexandre Gonçalves, coordenador do Programa Estadual DST / Aids-SP, recordou que, quando o primeiro caso da doença foi descoberto em 1980, ainda não havia cura ou tratamento, e esses estudos continuam tendo em vista à descoberta da cura. Gonçalves disse que: “Enquanto isso não acontece, seguiremos focados na prevenção e no tratamento com medicamentos, pois nosso objetivo é que todos tenham acesso a um cuidado adequado e possa continuar a viver, porque é possível viver mesmo tendo uma doença. O tratamento é o caminho, e é fundamental que os pacientes sigam corretamente, pois, assim assim, veremos esses índices terem ainda mais queda ao longo dos anos”.

O coordenador ressaltou que o Centro de Referência e Treinamento DST / Aids-SP, gerado em 1988, tem trabalhado para que as medidas de prevenção, testagem e tratamento recuperado para todos por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) em São Paulo, expandindo seu alcance e servindo de exemplo para os demais estados, “Temos lutado a cada ano para melhorar a vida das pessoas que têm aids e evitar que mais pessoas adoeçam, destacando sempre a importância da prevenção", acrescentou. Ainda de acordo com os dados da Fundação Saede, a mortalidade por aids baixou nas 17 regiões do estado em 2019.


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